Aqui você encontra quase toda minha vida que é a própria ARTE. Sou poeta escritor / artista plástico / músico violonista / compositor / cantor / marceneiro / adoro fotografar / Fã da natureza (ambientalista). Ajudem-me a fazer um mundo melhor...
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quinta-feira, 5 de novembro de 2015
CorAção / por O.Heinze
O.Heinze
Sou o pintor da minha vida,
criador das minhas próprias cores.
Escolho minhas paisagens,
personagens, autorretratos.
Dias há que fecho minha oficina,
parece que todos os matizes desfalecem.
O clima fica sóbrio, sombrio, sonso.
Silêncio maltrata minha tela,
igual solidão de túnel quase sem luz.
Dizem que todo artista é louco,
mas é porque o amor me é forte
e perturba ao contato do contrassenso
entre duas, três e quatro dimensões.
De repente acordo inspirado,
com a paleta repleta de tons
e quase chego a acreditar no mundo
como um lugar sensato para coexistir.
Então pinto mais um lindo dia,
tão lindo que até a morte sorri e passa...
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Minha propriedade / por O.Heinze
Resedá em meu quintal
foto de O.Heinze
Minha propriedade é caríssima;
tem silêncio e paz de santa missa.
Surgem flores das trincas nas calçadas
das árvores no quintal nascem passaradas.
E nas cortinas de chita vivem borboletas;
brancas e rosas com pintas pretas.
Meu varal dá roupas cheirando a sol.
Meu jardim com cerquinha é meu hall.
Nem sei quê fazer com tamanha riqueza?...
Mas também... quem quereria minha pobreza?!
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Ser ou não Ser. com / por O.Heinze
fotografia/O.Heinze
Talvez o tempo presente esteja desinteressante
e mergulhamos nas lembranças boas da vida,
mas as lembranças que jaz tão fortes
feitas o melhor filme de ação e aventura,
vão perdendo quadros atrás de quadros,
até virar uma fotografia estagnada
e depois nem isso, desbotada, jornal velho,
que mal serve para acender uma fogueira,
que ascenderia ao calor nossa alma.
Talvez o tempo presente esteja desinteressante
e voamos para um futuro incrível,
que elaboramos com carinho e gosto.
A vida no amanhã tem obrigação de ser melhor
do que esse agora que nos metemos,
mas o que planejamos para amanhã não chegou
e lembramos que hoje ainda não foi o grande dia.
Só que a esperança é a última que morre
e continuamos acreditando que o universo
atrasou um pouco àquilo que queríamos,
e os dias passam... Passam... E passam tanto
que até esquecemos o que estávamos aguardando
para um futuro melhor.
Talvez o tempo presente esteja desinteressante,
e para ficar mais colorido inventamos um vício
que nos remete para um mundo paralelo,
onde as coisas são incríveis nos primeiros dias
e achamos ter encontrado a solução para a vida.
Carregamos até outras pessoas conosco
e são tantas fazendo a mesma coisa
que acreditamos que a sociedade vai se unificar,
ser feliz, viver no paraíso, transcender de gozo!
De repente nos vemos quase numa overdose
e voltamos para a realidade do cotidiano presente.
Mas muitos não voltam, preferem outra dimensão,
creem de pés juntos que lá é melhor, mais fácil.
Talvez o tempo presente esteja desinteressante,
mas por quê, afinal? Haverá receita para mudá-lo?
Há sim! Muitas duram um tempo, até enjoar.
Será que um dia, já anjos, idolatraremos o presente,
pois o presente não será mais um tipo de tempo,
mas um estado de plenitude de vida?
Mas, e em estando nós plenos de tudo,
não sentiremos uma saudade danada do presente cruel,
que nos enclausura no passado morto
ou no futuro incógnito desta vida absurda?
Talvez o tempo presente esteja desinteressante.
Em verdade nunca estaremos inteiros em tempo algum.
Uma parte de nós não pode viver onde estamos,
e claro, não nos sentimos completos,
não nos entendemos como sendo nós mesmos.
Essa é nossa sina, tentarmos unificar nosso todo individual
e coletivo consequentemente, porém,
sem jamais realizarmos isso, pois alcançaríamos o final,
e isso seria um contrassenso, afinal,
cada um de nós nasceu para eternizar...
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Melhor nu / por O.Heinze
O mundo volta e meia me é uma roupa errada,
ou no número, ou por estar do avesso.
A outra meia volta do mundo
até que parece confortável,
apenas parece, engana,
não me envolve com gosto.
Pois essa vestimenta que por fora
recobre todo meu corpo,
sufoca meu nu interior,
que vive querendo se teleportar
para um mundo de outra moda,
de outra muda... Talvez Bermudas.
ou no número, ou por estar do avesso.
A outra meia volta do mundo
até que parece confortável,
apenas parece, engana,
não me envolve com gosto.
Pois essa vestimenta que por fora
recobre todo meu corpo,
sufoca meu nu interior,
que vive querendo se teleportar
para um mundo de outra moda,
de outra muda... Talvez Bermudas.
domingo, 26 de julho de 2015
Adeus maledeta / por O.Heinze
fotografia de O.Heinze
Peguei carona com uma borboleta
precisava descolar do concreto,
só então deixei de olhar reto,
de acreditar na vida maledeta.
Borboletas não têm caminhos
fixos, predestinados, de espinhos,
elas somente caçam flores,
não para matá-las, roubar cores,
mas para saber de seus sabores.
Enquanto voava com ela
sobre aromas de florais e canela,
esqueci-me que eu era gente,
mas, gente e borboletas são diferentes?
Descobri que não, são iguais!
Vivem de doces sonhos imortais,
os mesmos que sempre as mantém
querendo acordar amanhã também.
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Gentes floridas / por O.Heinze
Quando a morte chega
levando o que de mais caro há,
a vida de um ente querido,
faz sentir-me impotente, furtado.
Sensação de terem-me arrancadas e sopradas
parte das folhas escritas
do diário de minha vida,
para um lugar que não sei...
Mas, incompreendida,
a morte deve ser, talvez,
só a porta para uma outra vida.
Prefiro pensar que a dona da foice
ceifa minhas flores preferidas
para enfeitar uma outra dimensão,
pois que aqui já fizeram o que deveriam:
florido, formando coloridas primaveras;
amado, gerando frutos maravilhosos;
sofrido, para espalhar sementes de alegrias;
errado, para lembrar de que somos humanos,
e tudo para um único propósito:
festejar com lágrimas de gratidão a existência.
Após a morte passar, fica somente a história
repassando na mente e no coração, e,
por mais que possa parecer irracional,
ela faz mais viva e amada a pessoa que se foi,
muito mais que durante a vida.
Por isso agora eu desejo viver intensamente,
antes que a morte me leve para outra existência,
pois infelizmente sempre deixava para fazer amanhã
o que deveria ter feito hoje para quem eu amava.
E no amanhã a pessoa já não estava mais
enfeitando a vida deste planeta,
pois seu florescer não era mais daqui.
Quando a morte chega
levando o que de mais caro há,
a vida de um ente querido,
faz sentir-me impotente, furtado.
Sensação de terem-me arrancadas e sopradas
parte das folhas escritas
do diário de minha vida,
para um lugar que não sei...
Mas, incompreendida,
a morte deve ser, talvez,
só a porta para uma outra vida.
Prefiro pensar que a dona da foice
ceifa minhas flores preferidas
para enfeitar uma outra dimensão,
pois que aqui já fizeram o que deveriam:
florido, formando coloridas primaveras;
amado, gerando frutos maravilhosos;
sofrido, para espalhar sementes de alegrias;
errado, para lembrar de que somos humanos,
e tudo para um único propósito:
festejar com lágrimas de gratidão a existência.
Após a morte passar, fica somente a história
repassando na mente e no coração, e,
por mais que possa parecer irracional,
ela faz mais viva e amada a pessoa que se foi,
muito mais que durante a vida.
Por isso agora eu desejo viver intensamente,
antes que a morte me leve para outra existência,
pois infelizmente sempre deixava para fazer amanhã
o que deveria ter feito hoje para quem eu amava.
E no amanhã a pessoa já não estava mais
enfeitando a vida deste planeta,
pois seu florescer não era mais daqui.
sábado, 11 de julho de 2015
Eu máquina do tempo / por O.Heinze
Hoje eu senti uma saudade
tão grande de mim
e sem perda de tempo
saí a me procurar...
E onde encontrar
alguém feito eu
que vivo a vagar
por tantos momentos?...
Me reencontrei no passado
nas mais diversas lembranças...
Me achei no futuro
em ilusões, fantasias, sonhos...
Mas aqui e agora
mal consigo me deter
e assim continuo solitário
pela falta de mim no presente...
Hoje eu senti uma saudade
tão grande de mim
e sem perda de tempo
saí a me procurar...
E onde encontrar
alguém feito eu
que vivo a vagar
por tantos momentos?...
Me reencontrei no passado
nas mais diversas lembranças...
Me achei no futuro
em ilusões, fantasias, sonhos...
Mas aqui e agora
mal consigo me deter
e assim continuo solitário
pela falta de mim no presente...
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Gente Humilde / Música de Vinícius de Moraes
Apresentação de Osvaldo Heinze na "APM de Santo André"
com a música Gente Humilde, no encontro de escritores e músicos do grande ABC.
domingo, 31 de maio de 2015
Flor temporã / por O.Heinze
Em uma árvore, flores,
de se perder a conta.
Tantas e tantas,
que nem se percebia
de que faltava uma.
Agora que todas elas
viraram vagens e sementes,
vinga a última flor,
destacando a sua cor
da mãe tomada de verde.
A flor sente feito espinho
a incompreensão desde o ventre,
só por desejar um outro caminho,
de ser solitária e diferente.
fotografia de O.Heinze
Em uma árvore, flores,
de se perder a conta.
Tantas e tantas,
que nem se percebia
de que faltava uma.
Agora que todas elas
viraram vagens e sementes,
vinga a última flor,
destacando a sua cor
da mãe tomada de verde.
A flor sente feito espinho
a incompreensão desde o ventre,
só por desejar um outro caminho,
de ser solitária e diferente.
fotografia de O.Heinze
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