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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Poesia para maiores / por O.Heinze

Para mim as flores são
o melhor de toda Criação.
Luto para que não desapareçam,
extingam, mesmo porque,
sem elas o mundo sucumbiria.
Então vivo a cultivá-las;
cheirá-las, comê-las.
Melhor ainda é ser sabedor
que também gostam de mim,
ao liberarem aromas de hormônios;
acariciarem pétalas em minha boca;
produzirem néctar do nada;
e jamais pararem de florir.
Desde sempre cuido das flores,
conheço várias espécies,
cada qual com sua beleza.
Nem sei qual é mais linda,
mas todas me encantam,
seja agora ou nas lembranças.
Todo ser deveria nascer
com gosto pelo florilégio.
pois um mundo sem flores
é um deserto inimaginável.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O Viajante da Mala Invisível (e você) [eBook Kindle]

Agora Você pode ler meu livro, logo aí, a alguns toques das tuas teclas .

 

http://www.amazon.com.br/Viajante-Mala-Invis%C3%ADvel-voc%C3%AA-ebook/dp/B0175G78RE/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1445858966&sr=1-1&keywords=O+viajante+da+mala+invis%C3%ADvel

 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

CorAção / por O.Heinze







 O.Heinze














Sou o pintor da minha vida,
criador das minhas próprias cores.
Escolho minhas paisagens,
personagens, autorretratos.
Dias há que fecho minha oficina,
parece que todos os matizes desfalecem.
O clima fica sóbrio, sombrio, sonso.
Silêncio maltrata minha tela,
igual solidão de túnel quase sem luz.
Dizem que todo artista é louco,
mas é porque o amor me é forte
e perturba ao contato do contrassenso
entre duas, três e quatro dimensões.
De repente acordo inspirado,
com a paleta repleta de tons
e quase chego a acreditar no mundo
como um lugar sensato para coexistir.
Então pinto mais um lindo dia,
tão lindo que até a morte sorri e passa...

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Minha propriedade / por O.Heinze







Resedá em meu quintal
foto de O.Heinze









 

Minha propriedade é caríssima;
tem silêncio e paz de santa missa.

Surgem flores das trincas nas calçadas
das árvores no quintal nascem passaradas.

E nas cortinas de chita vivem borboletas;
brancas e rosas com pintas pretas.

Meu varal dá roupas cheirando a sol.
Meu jardim com cerquinha é meu hall.

Nem sei quê fazer com tamanha riqueza?...
Mas também... quem quereria minha pobreza?!


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Ser ou não Ser. com / por O.Heinze







 fotografia/O.Heinze













Talvez o tempo presente esteja desinteressante
e mergulhamos nas lembranças boas da vida,
mas as lembranças que jaz tão fortes
feitas o melhor filme de ação e aventura,
vão perdendo quadros atrás de quadros,
até virar uma fotografia estagnada
e depois nem isso, desbotada, jornal velho,
que mal serve para acender uma fogueira,
que ascenderia ao calor nossa alma.

Talvez o tempo presente esteja desinteressante
e voamos para um futuro incrível,
que elaboramos com carinho e gosto.
A vida no amanhã tem obrigação de ser melhor
do que esse agora que nos metemos,
mas o que planejamos para amanhã não chegou
e lembramos que hoje ainda não foi o grande dia.
Só que a esperança é a última que morre
e continuamos acreditando que o universo
atrasou um pouco àquilo que queríamos,
e os dias passam... Passam... E passam tanto
que até esquecemos o que estávamos aguardando
para um futuro melhor.

Talvez o tempo presente esteja desinteressante,
e para ficar mais colorido inventamos um vício
que nos remete para um mundo paralelo,
onde as coisas são incríveis nos primeiros dias
e achamos ter encontrado a solução para a vida.
Carregamos até outras pessoas conosco
e são tantas fazendo a mesma coisa
que acreditamos que a sociedade vai se unificar,
ser feliz, viver no paraíso, transcender de gozo!
De repente nos vemos quase numa overdose
e voltamos para a realidade do cotidiano presente.
Mas muitos não voltam, preferem outra dimensão,
creem de pés juntos que lá é melhor, mais fácil.

Talvez o tempo presente esteja desinteressante,
mas por quê, afinal? Haverá receita para mudá-lo?
Há sim! Muitas duram um tempo, até enjoar.
Será que um dia, já anjos, idolatraremos o presente,
pois o presente não será mais um tipo de tempo,
mas um estado de plenitude de vida?
Mas, e em estando nós plenos de tudo,
não sentiremos uma saudade danada do presente cruel,
que nos enclausura no passado morto
ou no futuro incógnito desta vida absurda?

Talvez o tempo presente esteja desinteressante.
Em verdade nunca estaremos inteiros em tempo algum.
Uma parte de nós não pode viver onde estamos,
e claro, não nos sentimos completos,
não nos entendemos como sendo nós mesmos.
Essa é nossa sina, tentarmos unificar nosso todo individual
e coletivo consequentemente, porém,
sem jamais realizarmos isso, pois alcançaríamos o final,
e isso seria um contrassenso, afinal,
cada um de nós nasceu para eternizar...

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Melhor nu / por O.Heinze

O mundo volta e meia me é uma roupa errada,
ou no número, ou por estar do avesso.
A outra meia volta do mundo
até que parece confortável,
apenas parece, engana,
não me envolve com gosto.
Pois essa vestimenta que por fora
recobre todo meu corpo,
sufoca meu nu interior,
que vive querendo se teleportar
para um mundo de outra moda,
de outra muda... Talvez Bermudas.

domingo, 26 de julho de 2015

Adeus maledeta / por O.Heinze



fotografia de O.Heinze








Peguei carona com uma borboleta
precisava descolar do concreto,
só então deixei de olhar reto,
de acreditar na vida maledeta.

Borboletas não têm caminhos
fixos, predestinados, de espinhos,
elas somente caçam flores,
não para matá-las, roubar cores,
mas para saber de seus sabores.

Enquanto voava com ela
sobre aromas de florais e canela,
esqueci-me que eu era gente,
mas, gente e borboletas são diferentes?
Descobri que não, são iguais!
Vivem de doces sonhos imortais,
os mesmos que sempre as mantém
querendo acordar amanhã também.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Gentes floridas / por O.Heinze

Quando a morte chega
levando o que de mais caro há,
a vida de um ente querido,
faz sentir-me impotente, furtado.
Sensação de terem-me arrancadas e sopradas
parte das folhas escritas
do diário de minha vida,
para um lugar que não sei...
Mas, incompreendida,
a morte deve ser, talvez,
só a porta para uma outra vida.
Prefiro pensar que a dona da foice
ceifa minhas flores preferidas
para enfeitar uma outra dimensão,
pois que aqui já fizeram o que deveriam:
florido,  formando coloridas primaveras;
amado,  gerando frutos maravilhosos;
sofrido,  para espalhar sementes de alegrias;
errado, para lembrar de que somos humanos,
e tudo para um único propósito:
festejar com lágrimas de gratidão a existência.
Após a morte passar, fica somente a história
repassando na mente e no coração, e,
por mais que possa parecer irracional,
ela faz mais viva e amada a pessoa que se foi,
muito mais que durante a vida.
Por isso agora eu desejo viver intensamente,
antes que a morte me leve para outra existência,
pois infelizmente sempre deixava para fazer amanhã
o que deveria ter feito hoje para quem eu amava.
E no amanhã a pessoa já não estava mais
enfeitando a vida deste planeta,
pois seu florescer não era mais daqui.

sábado, 11 de julho de 2015

Eu máquina do tempo / por O.Heinze

Hoje eu senti uma saudade
tão grande de mim
e sem perda de tempo
saí a me procurar...


E onde encontrar
alguém feito eu
que vivo a vagar
por tantos momentos?...


Me reencontrei no passado
nas mais diversas lembranças...
Me achei no futuro
em ilusões, fantasias, sonhos...


Mas aqui e agora
mal consigo me deter
e assim continuo solitário
pela falta de mim no presente...

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Gente Humilde / Música de Vinícius de Moraes

video 


Apresentação de Osvaldo Heinze na "APM de Santo André" 
com a música Gente Humilde, no encontro de escritores e músicos do grande ABC.

domingo, 31 de maio de 2015

Flor temporã / por O.Heinze

Em uma árvore, flores,
de se perder a conta.
Tantas e tantas,
que nem se percebia
de que faltava uma.
Agora que todas elas
viraram vagens e sementes,
vinga a última flor,
destacando a sua cor
da mãe tomada de verde.
A flor sente feito espinho
a incompreensão desde o ventre,
só por desejar um outro caminho,

de ser solitária e diferente.


fotografia de O.Heinze

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A vida está passando / por O.Heinze

Deixa-me amar-te
pois a vida está passando.
Ao invés de uma existência
inteira só de ilusão
guarda-me na lembrança
por toda tua vida.
Seja em um único beijo;
em um abraço caloroso;
em um olhar amoroso;
ou um sorriso de gratidão.
Mas não percas esta vida
pelo medo, por tolice,
quem foi que disse
que amar é morrer?
Deixa-te morrer de paixão,
de amor, da loucura,
que só o amor cura,
pois vida é coração.
E em amando assim,
quando mortos de verdade,
haverá tanta felicidade,
que no doce firmamento
seremos novas estrelas.
E os mortais sem amor
em vendo-nos radiantes,
desejarão ser amantes
também e com todo fulgor.

sábado, 25 de abril de 2015

Bobo da corte











foto de O.Heinze











Bobo da corte / por O.Heinze

Por minha janela simples
passam flores infinitas;
pássaros, insetos incansáveis;
nuvens e fragrâncias sonhadoras.
Tudo tem doçura intensa,
mas nunca chega a saturar.
Como fundo desse cenário
o silêncio da nova manhã,
ressaltando o zunir de asas;
o contato do vento nas folhas;
os múltiplos cantos ao léu.
Quase me esqueço do céu,
onde se acredita haver paraíso.
No chão um tapete de pétalas
para eu passar minha realeza,
sim, pois sou riquíssimo,
sem sequer me valer de moeda.
Minha coroa é um sol aberto;
meu castelo um amor incontido;
e meu reino não é deste mundo.


domingo, 19 de abril de 2015

Anjo sem asas / por O.Heinze







foto de O.Heinze















Quando no céu
retiraram minhas asas
abriu-se um véu
e eu vislumbrei casas.

Outra vida e dimensão
meia triste e alegre, contudo
aquela era a missão!

Não sabia se chorava
pelo amor que ficava
ou se sorria
pelo amor que viria.

Ao pisar no solo baixo
tremi na minha fé
mas, rapidamente um facho
de luz me pôs em pé.

Desde então vivo assim...
Meio homem, meio Serafim
fazendo valer a pena
mesmo quando o bem me condena.

Provando que o melhor alimento
ainda é o amor fora e dentro.

Voo dirigível / por O.Heinze

Voando alto no meu dirigível
é divertido; incrível!
O que era longe está perto:
as nuvens, o.v.n.is, teco-tecos;
a “turma” de gansos ou marrecos;
as pontas dos arranha-céus;
as renas do Papai Noel???
O que era perto ficou longe,
mas ainda dá para ver as formigas:
têm umas de gravatas, chiques;
outras parecendo ter chiliques;
várias andando de bicicletas,
skates ou pernas-de-pau.
São tantas formigas... Uau!!!
De todos tamanhos e cores;
até passando protetores...
Agora já sobrevoo o fim do oceano
e... Surpresa!!! Estou abismado...
Não é que o mundo é quadrado???

domingo, 12 de abril de 2015

Moon River




Apresentação por Osvaldo Heinze na Associação Paulista de medicina de Santo André (grande ABC paulista) no encontro do café literário com escritores da região a música Moon River (composta por Henry Mancini com letra de Johnny Mercer em 1961. Foi interpretada no filme Breakfast at Tiffany's por Audrey Hepburn).

domingo, 5 de abril de 2015

Da humanidade / por O.Heinze



 





 Fotografia: O.Heinze










Talvez o erro seja desejar
todas as rosas da vida
e consequentemente seus espinhos,
que sangram fundo na alma,
fazendo verter sangue invisível,
que me remete a funerais
onde só há cravos de defunto.

Há vezes que penso em amar
tão somente o concreto,
ter um coração de pedra.
Mas uma vida sem flores,
sem poesia é bobagem!
É um existir mais frio
que o funeral vazio.

Insisto em ser masoquista.
Tantas flores sem espinhos
e vivo entre as roseiras.

Pobre humano a me enganar.
Quanto contrassenso,
tanto amor para se trocar,
mas vivo no espinheiro denso.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sanhaço azul








foto de Raquel A. Heinze









Este belo exemplar de Sanhaço azul errou o caminho e acabou por adentrar a cozinha de casa, pois sempre espalho pelas árvores do quintal frutas e dezenas de pássaros vivem nos visitando. Posso garantir que é uma emoção única, poder por alguns segundos, ter um pássaro nativo dentro da mão. É como se um tanto da natureza indomável permitisse brevemente uma relação mais próxima com um ser humano da cidade. A Criação é magnífica e precisamos achar rapidamente uma fórmula mágica para o mundo todo viver em harmonia.





Janela da manhã / por O.Heinze











foto de O.Heinze





Manhã de bom tempo.
Escancaro a janela
e um céu muito azul
mergulha na minha alma.
Um pássaro bem educado grita:
-Bem... Te vi!
O sol nem pede licença
e adentra minha casa.
Que bom! Não estou mais só.
Mas, queria ter namoradas,
feito aquele beija-flor ali.
Ah as namoradas...
O dia pode ter tudo de bom:
festa, música, confeito,
mas, sem elas, as namoradas,
o dia não é perfeito!


domingo, 29 de março de 2015

Essas areias tão sós / por O.Heinze

Na vastidão da praia
olho para o chão
onde milhões de partículas
vem e vão com a água
com o vento, com o tempo...

Essas areias tão sós
não guardam ninguém
nem mesmo as lembranças
de nossos risos e cantos
roubados pelas ventanias
nem nossas lágrimas
que lhes infiltraram, evaporando
nem nossas pegadas
lavadas pelas marés...

Na praia somos todos iguais
temos os mesmos castelos
as mesmas estrelas
o igual abraço das ondas
o mesmo universo
e a melhor liberdade
ao olhar o barco, o horizonte
e ainda mais longe... tão longe...
que esquecemos do eu adulto
e reencontramos o eu criança...

domingo, 22 de março de 2015

O cravo e a rosa / por O.Heinze





Só porque você nasceu
feita uma rosa negra
e eu um cravo branco,
não somos quistos
vivendo no mesmo jardim.
Mas se nossa seiva é igual
nossa essência, princípios,
qual poderia ser o mal?
Entre nós... Precipícios!
E saber que tens perfume,
enquanto eu, nada!
Teus espinhos sequer ferem.






Mas há plantas idolatradas
com espinhos enrustidos
Malditas, ervas daninhas,
que vivem a sufocar
as plantas de amor puro!


Sonho em podermos morar
numa jardineira só,
com vista para a liberdade,
num solo de igualdade,
sem medo e sem dó.


sexta-feira, 20 de março de 2015

O namoro

...E lá estava ela
me esperando tranquila
no gramado do parque.
Em pé e totalmente desnuda,
sob um céu inteiro azul
e um sol de onze horas.

Emocionado me aproximei
e sem perder tempo
abracei-a com força,
com todo meu amor
e assim ficamos
por um longo tempo...

Depois a beijei com carinho
e me afastei lentamente
olhando-a de baixo ao alto
enquanto tentava, talvez saber,
o que ela sentia por mim...

Disse-lhe então que voltaria
para vê-la com folhas
no auge da primavera...

segunda-feira, 2 de março de 2015

Balas perdidas de açúcares / por O.Heinze

Onde se perderam as balas
de açúcares em lindas embalagens,
que docemente deveriam alcançar
as crianças carregadas de amor,
nas escolas, parques em flor,
lares, ruas, santuários e morros?
Neste meu grito de socorro
clamo aos corações de anjos:
espalhem balas doces aos jorros
onde houver ainda crianças.
Crianças de meses ou ainda,
crianças de dez, vinte ou trinta
anos e mais anos sem açúcares.
Crianças de oitenta ou cem,
que esperam de qualquer alguém,
mais doçura de coração e alma.
Mais abraços de palma com palma,
das mãos puras e inocentes,
que jamais apertariam gatilhos
que não fossem de bondade,
desencadeando velozmente
uma nova humanidade,
feita toda de docilidade.

Só podemos lamentar mesmo,
esses que disparam balas de metal
a esmo, esquecendo que, afinal,
poderia atingir um seu filho, mãe ou pai,
pois não importa quem lá adiante vai,
deveria ser tratado como criança sua,
igual ele criança que brincava na rua
e nem pensava de uma arma usar,
só pensava em brincar... brincar...



sábado, 21 de fevereiro de 2015

Um amor de Borboleta / por O.Heinze

Ao redor de mim
voa uma borboleta,
às vezes mais perto,
e tanto, que pousa.

De repente afasta,
mas nunca o bastante.
Voa, voa e esparsa
suas cores no  tempo.

Está dia após dia
ganhando transparência,
ficando essência,
perfume, ar,
que tomo a respirar
para eterniza-la em mim.

Agora ela vive voando
dentro do meu eu,
ora no coração amando,
ora no estômago aflito,
ou ainda na mente,
leve e docemente.

Depois volta ao coração,
ao estômago e a mente,
pois fez meu todo assim:
sua morada, seu jardim.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Você não está pronto (a) / por O.Heinze

Na hora de tomar uma decisão difícil
enquanto você ainda precisar:
acender um cigarro;
coçar a cabeça;
tomar uma;
roer as unhas;
usar um calmante;
tremer pelo corpo;
chupar uma bala;
morder os lábios;
ficar de pernas bambas;
suar de montão;
chamar sua mãe;
pedir pra pensar;
sentir frio no estômago;
pedir ajuda aos universitários;
começar a rezar;
ter dor de cabeça;
chamar todos os santos;
perder o rumo;
se esconder no porão;
fugir que nem louco;
começar a chorar;
ter um piripaque;
querer morrer;
querer evaporar,
você ainda não está pronto (a).
E quando você estará pronto (a),
e pronto (a) para o que?
Quando acabar o confronto
do seu ego com você.