quinta-feira, 15 de março de 2012

O.Heinze e o H.M.S Victory


Montei essa nau nos anos 70 e até hoje a conservo com carinho.
É uma das lembranças de minha adolescência.
Sempre fui apaixonado por caravelas e galeões e
acho que se existiram outras vidas para mim
com certeza devo ter vivido um tanto no mar,
pois adoro ao mar também, assim como as gaivotas.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Amo-te / por O.Heinze

Hoje tenho a dizer
amo-te.
Amo-te sim!
Amo-te assim
como me vier.
Amo-te sem fim!
Seja onde for
na hora do teu frio
no teu maior calor.
Amo-te por fora
amo-te por dentro.
Mas amo-te com demora.
Infinitamente!
A tua carne, teu espírito,
tua mente.
Amo você, amo a mim.
Amo-te dessa maneira
porque você sou eu fora.
E amo a mim porque
você sou eu dentro.
E quando percebo
que somos somente um
amo-te plenamente
pois quero viver.
E assim sinto além
de você e de mim.
Amo também outrem
daqui ou do confim.
Amo-te você jaz além
amo até um Ser capim.
Amo você também
que não gosta de mim.
Pois só vive quem ama.
Quem não ama, morre.
Sobrevive à parte
da grande fonte amor...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Música Fábula Cantada / de e por O.Heinze

Fábula Cantada
(letra e música de O.Heinze)

Fui a pé até um ponto de aluguel
e aluguei um alazão alado
me mandei pras bandas do outro lado
onde as coisas são livres de si.

No vale das cores o realejo das flores
sorteou que meu amor virá me resgatar;
na nuvem da maior paz o anjo da luz lilás
passou qual é a senha das portas sem problemas.

Ao regressar o cavalo cansou
parando para repousar na lua
e de lá olhei a minha rua
notando o quanto ela estava triste.

Pedi ao dragão da lua que enviasse à minha rua
energias de grande festa, gente feliz a beça;
e que os foliões levassem apitos e balões
e os doces palhaços flores e abraços.

Nesse meio tempo o cavalo acordou
e respeitosamente perguntou
se o senhor dragão poderia conceder
também alguns pedidos para ele.

Pois também queria fazer festa, ir na rua ouvir seresta,
brincar com as crianças, participar das danças;
ver fogos de artifícios, circenses nos exercícios,
confetes e serpentinas, mágicos e bailarinas.

Então o dragão realizou todos pedidos
e a rua virou um palco colorido;
e é isso que por ora tenho pra contar
desse dia em que eu vivi no meu sonhar...

lá lá lá lá lá lá lá...

Música Fábula Cantada / de e por O.Heinze

video

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

domingo, 19 de fevereiro de 2012

De médico e louco todo mundo tem um pouco!

Para vivos e mortos / por O.Heinze

Ecoa o canto do galo
ainda há vida na cidade.
Manhãzinha de domingo. Carnaval.
Ecoam os sinos da igreja
ainda há fé nas coisas santas.
Ao longe um cão ladra e ecoa.
Passarinhos trocam conversas.
Deve haver muitos foliões morridos
de sono, caídos em seus leitos.
Outros em bancos, alguns nas calçadas.
O sol aponta para vivos e mortos.
Vento e vozes inexistem.
Tudo largou mão de viver, menos eu,
o galo, o cão, os pássaros e o sol.
Pois os que vão orar pedem por vida
e os foliões querem morrer ainda mais...

Quase cactos / por O.Heinze

Há quem relute
do convívio social
mantendo-se defensivo
no externo do corpo
igual a cactos espinhosos.

Não acreditam mais
na possibilidade do amor
e seus espinhos fiéis
doem apenas para dentro
pois não é a ponta que fere
mas as raízes mortais.

Se ao menos fossem cactos legítimos
expurgariam as mais lindas flores
porque a beleza vive na alma
e a alma vive de amores...

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Yes, nós temos bananas / por O.Heinze

...E na verdade eu nem era eu.
Era o que queria a sociedade.
No dia em que fui eu de verdade
minha mãe disse: -Que foi, enlouqueceu?!
Antigamente eram os soldadinhos de chumbo
e hoje são os imitadores dos imitadores.
Talvez bonecos de ventríloquos?
Inveja dos bastidores?
Pencas e mais pencas de bananas?
Fujam desses programas!
Desprogramar é urgente!
Pois na natureza natural
até bananas são diferentes...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pingo de Prata.


Borboleta Pingo de Prata

que metamorfoseou aqui no quintal de casa

vinda do pé de maracujá.

Chapéu-de-sol / por O.Heinze
(Árvore Terminalia catappa)

Entregue me vou
na complacência doce
que um aroma ímpar
me carrega todo.
Mais na lembrança
que propriamente aqui
pois me sinto lá à beira-mar
enquanto meu corpo distraído
passeia na cidade abafada
à dezenas de quilómetros da praia.
De onde proviria afinal
esse perfume do chapéu-de-sol
se não o vejo perto ou longe
dentro desta paisagem cinzenta?
Teria vindo de bem distante
carregada pela tarde de verão
ou escapado de meu coração
do tanto que guardo carinhosamente
desde a infância de molecagens?
Quando subia no chapéu-de-sol
e feito bicho solto e alegre
brincava dependurando até cansar.
Depois descia e ficava na sua sombra
recostado no tronco, silencioso
ouvindo o cantar de suas folhas
até que adormecia mansamente
guardando sua essência nos meus sonhos...