Aqui você encontra quase toda minha vida que é a própria ARTE. Sou poeta escritor / artista plástico / músico violonista / compositor / cantor / marceneiro / adoro fotografar / Fã da natureza (ambientalista). Ajudem-me a fazer um mundo melhor...
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quinta-feira, 27 de outubro de 2016
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Vida é algo que ainda nem sei / por O.Heinze
O
dia está aberto,
deita
a tarde,
cai
a noite,
e
renasce a madrugada.
A
vida vai indo,
e
é algo que ainda nem sei.
Isso
chega a doer,
essa
falta de saber,
pois
são tantas coisas vivas
e
tantas outras de morte,
faz-me
retroceder nas sensações
quando
era bem mais criança
e
abria uma caixa de quebra-cabeça.
Sabia
que meu mundo era àquilo,
montar
até formar toda a imagem,
e
eram tantos pedacinhos para conseguir o todo,
igual
se fossem dias atrás de dias em um calendário,
juntando
para se formar o ano inteiro.
Ao
completar o quebra-cabeça,
sentia
a mesma impressão da virada de ano:
vazio!
Quando
algo se completa perde o sentido,
a
vida e a morte se fundem.
Uma
plenitude toma o todo
e
a pergunta se repete:
para
quê tudo isso,
essa
complexidade de coisas
que
abastecem sempre o vazio?
Para
não perder o foco
sigo
com o olhar um inseto
e
me inspiro nele,
pois
que se ele continua
algo
mais deve haver para buscar..
sábado, 18 de junho de 2016
Folhas sem escolhas / por O.Heinze
fotografia: "Folhas sem escolhas"
de O.Heinze
Dias de outono, velhos ares.
Estação de se perder cores tão cansadas.
Mostrar o que estava escondido:
galhos tortos, nudez sem sentido,
que se cobrirá na primavera,
primeiro com brotos envergonhados,
depois com vida exuberante
reinando perdida em flores.
Por ora, sobre o tapete macio
de folhas em tons diversos
passeio sem minha alma,
pois que meu corpo caminha,
mas meu éter é todo outono.
domingo, 29 de maio de 2016
Continuando a nossa conversa... / por O.Heinze
... já vou avisando,
faz tempo que não toco violão.
Tocar violão não é igual andar de bicicleta,
os dedos endurecem, dão nós e o som saí arranhado.
Andar de bicicleta não. É só subir nela,
cambalear por um minuto e pronto,
fica fácil novamente.
Beijar depois de muito tempo também não é simples,
você cai de primeira no abismo da paixão,
fica tonto por um tempão,
depois começa a ver passarinhos verdes,
sentir perfumes do nada,
e parece estar sobre uma bicicleta da realidade.
Só que você pedala, pedala, e não saí do lugar,
fica preso no lábio do outro lado,
pior, perde o fôlego, fica todo sem graça,
vermelho de amor, e então
desperta novamente no mundo da realidade boba.
É, beijar é algo inesquecível,
mas faz a gente esquecer de tudo,
até da bicicleta que lhe trouxera até o mágico beijo.
... já vou avisando,
faz tempo que não toco violão.
Tocar violão não é igual andar de bicicleta,
os dedos endurecem, dão nós e o som saí arranhado.
Andar de bicicleta não. É só subir nela,
cambalear por um minuto e pronto,
fica fácil novamente.
Beijar depois de muito tempo também não é simples,
você cai de primeira no abismo da paixão,
fica tonto por um tempão,
depois começa a ver passarinhos verdes,
sentir perfumes do nada,
e parece estar sobre uma bicicleta da realidade.
Só que você pedala, pedala, e não saí do lugar,
fica preso no lábio do outro lado,
pior, perde o fôlego, fica todo sem graça,
vermelho de amor, e então
desperta novamente no mundo da realidade boba.
É, beijar é algo inesquecível,
mas faz a gente esquecer de tudo,
até da bicicleta que lhe trouxera até o mágico beijo.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
O viajante solitário / por O.Heinze
Essa vida é interessante,
passa, passa, passa
e eu nem percebo,
morro no mesmo lugar.
Moro no mesmo lugar
faz mais de meio século,
mas sinto-me um viajante,
um forasteiro por estas bandas.
E para quê mudar,
para quê correr,
se tudo vai passar,
se tudo vai nascer?!
A novidade vira mesmice
a mesmice vira velhice.
A velhice vira poeira,
a poeira é viageira.
O bom da vida
é que ela não para,
passa, passa, passa,
feito trem sem volta,
com cheiro de esperança.
Mas eu na estação,
só e sem direção,
sinto a solidão,
companheira inseparável,
amiga de escravidão.
passa, passa, passa
e eu nem percebo,
morro no mesmo lugar.
Moro no mesmo lugar
faz mais de meio século,
mas sinto-me um viajante,
um forasteiro por estas bandas.
E para quê mudar,
para quê correr,
se tudo vai passar,
se tudo vai nascer?!
A novidade vira mesmice
a mesmice vira velhice.
A velhice vira poeira,
a poeira é viageira.
O bom da vida
é que ela não para,
passa, passa, passa,
feito trem sem volta,
com cheiro de esperança.
Mas eu na estação,
só e sem direção,
sinto a solidão,
companheira inseparável,
amiga de escravidão.
quarta-feira, 9 de março de 2016
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
domingo, 7 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Mais que o sim; mais que o não / por O.Heinze
Quando o bem-te-vi me viu
eu já estava longe
correndo atrás dos meus sonhos...
E era tanto que eu sonhava
que meus pés nem tocavam o chão.
Então fui subindo... subindo...
Voei mais alto que o bem-te-vi;
que o falcão; que a águia;
que o vulcão; que o meteoro;
mais que o sim; que o não;
mais que a ilusão desta realidade...
Até que finalmente tive a certeza
de que o aqui não existia
que aqui era só um sonho curto
da verdadeira vida esquecida...
eu já estava longe
correndo atrás dos meus sonhos...
E era tanto que eu sonhava
que meus pés nem tocavam o chão.
Então fui subindo... subindo...
Voei mais alto que o bem-te-vi;
que o falcão; que a águia;
que o vulcão; que o meteoro;
mais que o sim; que o não;
mais que a ilusão desta realidade...
Até que finalmente tive a certeza
de que o aqui não existia
que aqui era só um sonho curto
da verdadeira vida esquecida...
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Labirinto da felicidade / por O.Heinze
Ninguém vai me encontrar
estou no labirinto da felicidade
perdido entre lindas cores
de lençóis, colchas, toalhas
todas as roupas juntas
dependuradas em varais
sem fim, voando, voando
entre o cheiro do sol
e flores laterais.
Aqui há segurança, paz
liberdade, salvação!
Os panos sobem, descem
e corro entre eles
os acaricio, rio
e também sou acariciado.
Envolto em suavidade
morro de alegria.
Gritam lá de fora para eu sair
do labirinto da felicidade
e voltar para vida aberta
mas nem dou ouvidos.
Os prendedores me seguram
sou mais uma roupa limpa
feita alma livre da carne.
estou no labirinto da felicidade
perdido entre lindas cores
de lençóis, colchas, toalhas
todas as roupas juntas
dependuradas em varais
sem fim, voando, voando
entre o cheiro do sol
e flores laterais.
Aqui há segurança, paz
liberdade, salvação!
Os panos sobem, descem
e corro entre eles
os acaricio, rio
e também sou acariciado.
Envolto em suavidade
morro de alegria.
Gritam lá de fora para eu sair
do labirinto da felicidade
e voltar para vida aberta
mas nem dou ouvidos.
Os prendedores me seguram
sou mais uma roupa limpa
feita alma livre da carne.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Habitante invisível / por O.Heinze
Pobre humanidade descrente...
Eu mostrando-me totalmente
na minha límpida transparência,
mas não crês em minha pureza
de verdadeira luminescência.
Preferes serdes ludibriada
pela enganosa aparência
de outrem camuflado
atrás de ouros e joias brilhantes.
Temes a minha verdade inconteste
e não tremes ao contato com ilusores,
dissimulados em seres puritanos.
Só posso lastimar por tua escolha.
Deverias acreditar que há ainda:
gente sem segunda intenção;
coração carregado de compaixão;
palavras de docilidade;
mão estendida; olhar sincero;
abraço de irmandade;
vibração para a felicidade.
Pobre humanidade descrente...
Eu mostrando-me totalmente
na minha límpida transparência,
mas não crês em minha pureza
de verdadeira luminescência.
Preferes serdes ludibriada
pela enganosa aparência
de outrem camuflado
atrás de ouros e joias brilhantes.
Temes a minha verdade inconteste
e não tremes ao contato com ilusores,
dissimulados em seres puritanos.
Só posso lastimar por tua escolha.
Deverias acreditar que há ainda:
gente sem segunda intenção;
coração carregado de compaixão;
palavras de docilidade;
mão estendida; olhar sincero;
abraço de irmandade;
vibração para a felicidade.
Passarinho do doce / por O.Heinze
Sou passarinho beija-flor
vivo só, vivo de flor
vivo sonhador, de cor em cor
onde se esconde o amor.
Se fosse passarinho predador
voaria atrás de borboletas
seria hábil capturador
das, delas, piruetas.
Alcançaria libélulas
roubaria suas células
mágicas e potentes
e moléculas transluzentes.
Mas sou passarinho do doce
néctar no miolo escondido
só quero de cada miolo
uma dose de amor proibido.
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