O tapete mágico / por O.Heinze
Num dia de sete cores
deitei todo preguiçoso
num tapete de flores
sob jacarandá mimoso.
Talvez da primavera
eu não quisesse
o viço da hera
que tenra floresce
mas o que já é flor
você à perfumar
você com tua cor
atraindo meu voar.
Em ti então pousei
minha alma alada
e tanto, tanto amei
tua energia me dada
que explodi de paixão
acordando na verdade
do tapete no chão
do parque da cidade...
Aqui você encontra quase toda minha vida que é a própria ARTE. Sou poeta escritor / artista plástico / músico violonista / compositor / cantor / marceneiro / adoro fotografar / Fã da natureza (ambientalista). Ajudem-me a fazer um mundo melhor...
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
As lágrimas falam / por O.Heinze
Não tendo por que chorar
chorei para o amanhecer
talvez tentando dizer
do poder ser, poder estar...
Feliz, pois em mim havia
lágrimas de pura prata
escorrendo em cascata
pousando numa teia fria.
Tão só feito uma aranha
na teia da bendita vida
fios da alma incontida
onde a emoção me ganha.
É preciso saber morrer
para nascer de verdade
e viver com liberdade
para morrer de prazer.
Por isto choro assim
pois sou tudo e nada
sou essa teia molhada
sou criação sem fim...
Não tendo por que chorar
chorei para o amanhecer
talvez tentando dizer
do poder ser, poder estar...
Feliz, pois em mim havia
lágrimas de pura prata
escorrendo em cascata
pousando numa teia fria.
Tão só feito uma aranha
na teia da bendita vida
fios da alma incontida
onde a emoção me ganha.
É preciso saber morrer
para nascer de verdade
e viver com liberdade
para morrer de prazer.
Por isto choro assim
pois sou tudo e nada
sou essa teia molhada
sou criação sem fim...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Entre Céu e Inferno
Tela de O.Heinze
de Ago/2010
O dia / por O.Heinze
O dia só começou a existir
quando o ar encheu de pássaros
o sol perdeu a vergonha de sair
o sereno fugiu dos telhados
as estrelas sumiram no lume
as flores passaram perfume
o céu tirou o pijama amarelo
pos terno do azul mais belo
e levou as nuvens para passear
junto com a oração do meu olhar.
O dia só foi plenamente dia
quando eu não quis existir só em mim
e fui viver na paisagem que via
desfazendo a saudade de mim nela
e também a saudade dela em mim
então livres sinos badalaram
os de bronze e os de bonança
as coisas comigo juntaram
e o dia nasceu da esperança...
Somente para as flores
eu me rendo
O.Heinze
Agosto dá gosto / por O.Heinze
Entre os perfumes
da laranjeira e limoeiro
vai meu corpo inteiro
com a alma em lume
viajando como fragrância
rumo à meia lua
crescente e tão nua
ali à pouca distância.
Nessa hora dezesseis
os pássaros vão amuando
o sol está cansando
do mundo lindo, eis!
Então pleno de asas
vôo a qualquer sorte
grátis e sem passaporte
nesse poente em brasas...
domingo, 1 de agosto de 2010
Portas ou janelas? Escolha! / por O.Heinze
Já destranquei tantas portas
e cheguei a nenhum lugar
já as janelas vivas ou mortas
passei sem chaves usar.
Portas, como palavras faladas
usam de um canal passador
mas janelas são encantadas
igual poesia do amor.
Feliz da casa com uma porta
fechada para a arrogância
e mil janelas, mesmo que tortas
escancaradas de infância.
Meu travesseiro me contou
que sonhei com uma janela
e falei que ela falou
que vida só vive por ela...
Já destranquei tantas portas
e cheguei a nenhum lugar
já as janelas vivas ou mortas
passei sem chaves usar.
Portas, como palavras faladas
usam de um canal passador
mas janelas são encantadas
igual poesia do amor.
Feliz da casa com uma porta
fechada para a arrogância
e mil janelas, mesmo que tortas
escancaradas de infância.
Meu travesseiro me contou
que sonhei com uma janela
e falei que ela falou
que vida só vive por ela...
terça-feira, 6 de julho de 2010
Humanos desumanos / por O.Heinze
Eles colecionam liberdade
guardando-a como
borboletas empaladas
aves empalhadas...
Fazem arte na maldade
em grande escala
pichando mares
descolorindo lugares...
Deveriam colecionar selos
que também voaram
deveriam eximir a si mesmos
obras más que se criaram...
Humanos desumanos!
Empobreçam os urânios!
Rasguem os velhos planos!
Enriqueçam vossos crânios!
Desusem vossos aquários
as modas de couro
os aviários
os matadouros...
Queimem o capitalismo
sufoquem vossas más paixões
enjaulem vosso egoísmo
impludam vossas pedras-corações...
Eles colecionam liberdade
guardando-a como
borboletas empaladas
aves empalhadas...
Fazem arte na maldade
em grande escala
pichando mares
descolorindo lugares...
Deveriam colecionar selos
que também voaram
deveriam eximir a si mesmos
obras más que se criaram...
Humanos desumanos!
Empobreçam os urânios!
Rasguem os velhos planos!
Enriqueçam vossos crânios!
Desusem vossos aquários
as modas de couro
os aviários
os matadouros...
Queimem o capitalismo
sufoquem vossas más paixões
enjaulem vosso egoísmo
impludam vossas pedras-corações...
João Bobo / por O.Heinze
Eu não tenho nada
para fora de mim
além de roupa usada
e estrada sem fim.
Quanto mais ando
mais preciso andar
me pergunto quando
vou me encontrar?!
Já dei tantas voltas
nesse imenso globo
por que não me solta
prisão de Joãos Bobos?
Afinal sou criança
de cinqüenta anos
e minha esperança
desbotou nos planos.
Se for para rodar
que seja na ciranda
não precisa pagar
ninguém manda/desmanda...
Eu não tenho nada
para fora de mim
além de roupa usada
e estrada sem fim.
Quanto mais ando
mais preciso andar
me pergunto quando
vou me encontrar?!
Já dei tantas voltas
nesse imenso globo
por que não me solta
prisão de Joãos Bobos?
Afinal sou criança
de cinqüenta anos
e minha esperança
desbotou nos planos.
Se for para rodar
que seja na ciranda
não precisa pagar
ninguém manda/desmanda...
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Oração para bons anjos daqui / por O.Heinze
Oh nobre e sóbria borboleta
empresta-me bem tuas asas pretas
para eu voar na madrugada
sob luz da lua enluarada.
Rica borboleta colorida
dona das flores soltas na vida
empresta-me tuas asas de cores
para eu encontrar meus amores.
Rara borboleta sorridente
de asas secretas, transparentes
enquanto sorvemos poesia
empresta-me tuas pernas roliças
para fazer minha fantasia
andar com tuas desnudas preguiças.
Empresta-me teus bondosos seios
para eu pousar meus devaneios
e sonhar que estou transmutado
no mais sublimado ser alado...
Oh nobre e sóbria borboleta
empresta-me bem tuas asas pretas
para eu voar na madrugada
sob luz da lua enluarada.
Rica borboleta colorida
dona das flores soltas na vida
empresta-me tuas asas de cores
para eu encontrar meus amores.
Rara borboleta sorridente
de asas secretas, transparentes
enquanto sorvemos poesia
empresta-me tuas pernas roliças
para fazer minha fantasia
andar com tuas desnudas preguiças.
Empresta-me teus bondosos seios
para eu pousar meus devaneios
e sonhar que estou transmutado
no mais sublimado ser alado...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Nem homem, nem anjo / por O.Heinze
Quando o vento falou
pelas folhas nas árvores
eu entendi claramente
que o tempo mutaria...
tempo de não ser Humano
ser além de apenas isso
renascer Doisano, Tresano
usar da alma todo viço.
Falcões dançam com o ar
cantam com a liberdade
lagartas provam que voar
é simplesmente vontade.
E tu, e eu, vamos bailar
cantar, sermos livres em nós?
Provaremos cores ao voar
saberemos desatar os nós?
Por que tudo que é gratuito
não achamos interessante?
Será que pagar o circuito
da mesmice é gratificante?
Acordes sem despertador!
Ilumine tuas células...
Acordes não sentindo dor!
Ilumine, vidas incrédulas...
Quando o vento falou
pelas folhas nas árvores
eu entendi claramente
que o tempo mutaria...
tempo de não ser Humano
ser além de apenas isso
renascer Doisano, Tresano
usar da alma todo viço.
Falcões dançam com o ar
cantam com a liberdade
lagartas provam que voar
é simplesmente vontade.
E tu, e eu, vamos bailar
cantar, sermos livres em nós?
Provaremos cores ao voar
saberemos desatar os nós?
Por que tudo que é gratuito
não achamos interessante?
Será que pagar o circuito
da mesmice é gratificante?
Acordes sem despertador!
Ilumine tuas células...
Acordes não sentindo dor!
Ilumine, vidas incrédulas...
domingo, 25 de abril de 2010
Trevo de três / por Osvaldo Heinze
Que manhã bela àquela
os bem-te-vis se viam
as flores todas sorriam
porque a vida era delas
Gemiam sem dor três sinos
desfazendo sem desfazer
o silêncio de prazer
no acordar dos santos ninhos
Sabia minha intuição...
Crianças saltavam da cama
em busca de ovos coloridos
botados por coelhos fugidos
escondidos cá fora nas ramas
Lá no começo desta lembrança...
Vi trevos de três folhas, fortes
quem disse que não trazem sorte
poderia haver mais sorte que essa
estar naquela manhã em festa?
Ah se de quatro o trevo fosse...
Teria voltado correndo mostrar
só que a lembrança não iria lembrar
dessa manhã perfeitamente doce...
Que manhã bela àquela
os bem-te-vis se viam
as flores todas sorriam
porque a vida era delas
Gemiam sem dor três sinos
desfazendo sem desfazer
o silêncio de prazer
no acordar dos santos ninhos
Sabia minha intuição...
Crianças saltavam da cama
em busca de ovos coloridos
botados por coelhos fugidos
escondidos cá fora nas ramas
Lá no começo desta lembrança...
Vi trevos de três folhas, fortes
quem disse que não trazem sorte
poderia haver mais sorte que essa
estar naquela manhã em festa?
Ah se de quatro o trevo fosse...
Teria voltado correndo mostrar
só que a lembrança não iria lembrar
dessa manhã perfeitamente doce...
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