Troquei os pés pelas mãos... / por O.Heinze
...e me pus a passear
“plantando bananeira”
tendo de chão o ar
e de céu: flores rasteiras
indo feliz nessa situação
enquanto na contra mão
todo mundo achava que não
e mergulhado assim de cabeça
numa realização atemporal
meu eu criança brincava:
sou um super herói
empurrando no espaço o mundo;
meu eu adolescente viajava:
sou um revolucionário divertido
o mais livre vagabundo;
meu eu adulto se orgulhava:
minha loucura não foi em vão
tenho o mundo na palma da mão;
meu eu extraterreno sonhava:
preciso empurrar o mundo
daqui da maldade do mundo
para vida de amor profundo.
Aqui você encontra quase toda minha vida que é a própria ARTE. Sou poeta escritor / artista plástico / músico violonista / compositor / cantor / marceneiro / adoro fotografar / Fã da natureza (ambientalista). Ajudem-me a fazer um mundo melhor...
Translate
sábado, 20 de dezembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Palhaço Pinóquio / por O.Heinze
Ha! Ha! Ha! Que piada!
Rio de mim mesmo.
Na praia sou torresmo
com cor de goiabada.
Chamar a atenção é good!
Meu ego quase derrete.
Cansei de puxar charrete
de ser chamado de grude.
Quem dá as cartas sou eu.
Agora dou preferência.
Nem tenho mais carência
pois mando no que é meu.
Ha! Ha! Ha! Que vida boa!
Quê? Que nariz vermelho?
Ora, vá se olhar no espelho!
Tua inveja ri atoa.
Desarticulei de tudo.
Vou viver de ar.
Montem o bilhar
achem o jogo de ludo.
Uhu! Estou tão contente.
Viva a liberdade!
Esqueci minha idade.
Solidão sai da frente!
Ha! Ha! Ha! Que piada!
Rio de mim mesmo.
Na praia sou torresmo
com cor de goiabada.
Chamar a atenção é good!
Meu ego quase derrete.
Cansei de puxar charrete
de ser chamado de grude.
Quem dá as cartas sou eu.
Agora dou preferência.
Nem tenho mais carência
pois mando no que é meu.
Ha! Ha! Ha! Que vida boa!
Quê? Que nariz vermelho?
Ora, vá se olhar no espelho!
Tua inveja ri atoa.
Desarticulei de tudo.
Vou viver de ar.
Montem o bilhar
achem o jogo de ludo.
Uhu! Estou tão contente.
Viva a liberdade!
Esqueci minha idade.
Solidão sai da frente!
Loja de sonhos / por O.Heinze
Roubei num tempo distante
uma faixa de praia e de mar
e guardei numa concha grande
de onde escuto o cantar
encantador: das sereias
libertador: das gaivotas
namorador: das baleias
das ondas: contra ilhotas.
E enquanto a maré vai fluindo
na praia de minhas lembranças
sinto um calor me cobrindo
da brisa salgada que dança.
Revejo um pesqueiro moroso
empurrado pela calma do acaso
num mar bem preguiçoso
de azuis aonde vou raso...
Reparo na praia tão cheia
crianças brincando, vendedores cantando
assobios e risos na areia
e minha fantasia namorando...
Eis que voltando para a realidade
essa fantasia continua fantasia
meia mentira, meia verdade
guardada nessa concha vazia...
Roubei num tempo distante
uma faixa de praia e de mar
e guardei numa concha grande
de onde escuto o cantar
encantador: das sereias
libertador: das gaivotas
namorador: das baleias
das ondas: contra ilhotas.
E enquanto a maré vai fluindo
na praia de minhas lembranças
sinto um calor me cobrindo
da brisa salgada que dança.
Revejo um pesqueiro moroso
empurrado pela calma do acaso
num mar bem preguiçoso
de azuis aonde vou raso...
Reparo na praia tão cheia
crianças brincando, vendedores cantando
assobios e risos na areia
e minha fantasia namorando...
Eis que voltando para a realidade
essa fantasia continua fantasia
meia mentira, meia verdade
guardada nessa concha vazia...
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Borboletas e prostitutas / por O.Heinze
Vivem soltas no parque
borboletas e prostitutas
no eterno embarque
diário de suas labutas...
Vestem-se parecidas
com cores vibrantes
fazendo-se queridas
pelos seus amantes...
Sempre perfumadas
alegres pela vida
borboletas na florada
prostitutas na avenida...
Ambas são caçadas
por seres solitários
homens nas calçadas
e meninos visionários...
Borboletas e prostitutas
consolam os tristonhos
umas vendendo frutas
outras compondo sonhos...
Vivem soltas no parque
borboletas e prostitutas
no eterno embarque
diário de suas labutas...
Vestem-se parecidas
com cores vibrantes
fazendo-se queridas
pelos seus amantes...
Sempre perfumadas
alegres pela vida
borboletas na florada
prostitutas na avenida...
Ambas são caçadas
por seres solitários
homens nas calçadas
e meninos visionários...
Borboletas e prostitutas
consolam os tristonhos
umas vendendo frutas
outras compondo sonhos...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Adeus amiga... / por O.Heinze
Tínhamos mais ou menos a mesma idade
quando viestes morar no meu bairro.
Éramos crianças e você por ser menina
já era mais alta, esguia e atraente.
Todos os dias te via de frente de casa,
pois era onde te fixastes por uns 40 anos...
Crescestes, floristes, virastes uma rainha
com teus mais de dez metros de altura
e copa abundante onde pássaros faziam ninhos
e insetos cantavam e dançavam entusiasmados
enquanto fartavam-se de pólen nas flores amarelas.
No outono, tuas minúsculas folhas lançadas por ti
pareciam confetes comemorando a vida em festa
e tua vida era tanta que tuas bases agigantaram
rompendo a calçada, o meio-fio e o muro forte,
obrigando tua retirada em tempo breve.
Foi estranho ver homens com máquinas potentes
cortarem teus anti-braços, braços e pontas dos pés
e depois te arrancarem de teu lar antigo,
não sei se para a morte ou terras distantes...
É difícil olhar e não te achar mais onde moravas,
só encontrar uma rua e um céu cheios de vazio.
É triste ter perdido tua preciosa companhia,
ver no teu lugar um remendo de calçada...
Tínhamos mais ou menos a mesma idade
quando viestes morar no meu bairro.
Éramos crianças e você por ser menina
já era mais alta, esguia e atraente.
Todos os dias te via de frente de casa,
pois era onde te fixastes por uns 40 anos...
Crescestes, floristes, virastes uma rainha
com teus mais de dez metros de altura
e copa abundante onde pássaros faziam ninhos
e insetos cantavam e dançavam entusiasmados
enquanto fartavam-se de pólen nas flores amarelas.
No outono, tuas minúsculas folhas lançadas por ti
pareciam confetes comemorando a vida em festa
e tua vida era tanta que tuas bases agigantaram
rompendo a calçada, o meio-fio e o muro forte,
obrigando tua retirada em tempo breve.
Foi estranho ver homens com máquinas potentes
cortarem teus anti-braços, braços e pontas dos pés
e depois te arrancarem de teu lar antigo,
não sei se para a morte ou terras distantes...
É difícil olhar e não te achar mais onde moravas,
só encontrar uma rua e um céu cheios de vazio.
É triste ter perdido tua preciosa companhia,
ver no teu lugar um remendo de calçada...
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O Perfumador de Flores / por O.Heinze
Eis minha vida
que ninguém conhece;
minha eterna lida
suave parecendo prece...
Não tenho nome;
nem tenho cor;
não passo fome;
vivo de flor...
Sou um designado:
o Perfumador de Flores;
vou nos jardins, vasos,
buquês de amores...
Porém, camélias,
dálias e margaridas,
preferem ser sérias,
um tanto contidas...
Transfiro, sendo assim,
o perfume que delas era,
para a rosa e o jasmim
fazerem primavera...
Ao sentires fragrância
numa flor ou no ar,
saiba que minha ânsia
vive por perfumar...
Eis minha vida
que ninguém conhece;
minha eterna lida
suave parecendo prece...
Não tenho nome;
nem tenho cor;
não passo fome;
vivo de flor...
Sou um designado:
o Perfumador de Flores;
vou nos jardins, vasos,
buquês de amores...
Porém, camélias,
dálias e margaridas,
preferem ser sérias,
um tanto contidas...
Transfiro, sendo assim,
o perfume que delas era,
para a rosa e o jasmim
fazerem primavera...
Ao sentires fragrância
numa flor ou no ar,
saiba que minha ânsia
vive por perfumar...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Na banca de jornal / por O.Heinze
Olhando por toda banca
não me encontro em nada
nem na capa da revista santa
nem nas mais conceituadas
nem nas fofoqueiras ou pornôs
nem nas manchetes dos jornais
nem nos gibis internacionais
já dos tempos de meu avô.
Compro então uns dez pacotes
com três figurinhas em cada
encontrando reis do pagode
do funk etc. E eu? Nada!
Não me encontro na banca
nem dentro, nem na calçada
e uma pergunta tão franca
me faço na alma cansada:
Se a ilusão domina a tudo
onde a razão será usada?
Talvez na voz do mudo
na vida não enxergada...
Olhando por toda banca
não me encontro em nada
nem na capa da revista santa
nem nas mais conceituadas
nem nas fofoqueiras ou pornôs
nem nas manchetes dos jornais
nem nos gibis internacionais
já dos tempos de meu avô.
Compro então uns dez pacotes
com três figurinhas em cada
encontrando reis do pagode
do funk etc. E eu? Nada!
Não me encontro na banca
nem dentro, nem na calçada
e uma pergunta tão franca
me faço na alma cansada:
Se a ilusão domina a tudo
onde a razão será usada?
Talvez na voz do mudo
na vida não enxergada...
domingo, 31 de agosto de 2008
Astronauta do chão / por O.Heinze
O caminho acabou
o lago começou
e eu que nem percebi
continuei em frente
andando sobre as águas
como se fosse chão
ou ponte de tábuas...
Se pareço astronauta
pelos parques da Terra
é culpa de meu amor
que desconhece gravidade
no espaço da felicidade...
Quem me assistiu assim
achou ser milagre
alguém tão comum
com poder nenhum
ser leve igual ar
apenas por amar...
O caminho acabou
o lago começou
e eu que nem percebi
continuei em frente
andando sobre as águas
como se fosse chão
ou ponte de tábuas...
Se pareço astronauta
pelos parques da Terra
é culpa de meu amor
que desconhece gravidade
no espaço da felicidade...
Quem me assistiu assim
achou ser milagre
alguém tão comum
com poder nenhum
ser leve igual ar
apenas por amar...
Lábios verdes / por O.Heinze
Ela tinha os lábios verdes
não por batom ou frio
mas naturalmente verdes
verdes de esperança
verdes como botão de flor.
Certo dia seu desejo realizou:
o verde ruborizou, a flor abriu
um perfume virgem fugiu
o beija-flor fartou-se de néctar
e ela passou dançando
de um sonho para outro...
Ela tinha os lábios verdes
não por batom ou frio
mas naturalmente verdes
verdes de esperança
verdes como botão de flor.
Certo dia seu desejo realizou:
o verde ruborizou, a flor abriu
um perfume virgem fugiu
o beija-flor fartou-se de néctar
e ela passou dançando
de um sonho para outro...
domingo, 3 de agosto de 2008
Borboleta xadrez / por O.Heinze
Avistei certa vez
uma borboleta xadrez
subindo e descendo no ar
igual bandeira a voar
feliz como na vitória
com toda pompa e glória.
Ainda se bem me lembro
eu jogava em setembro
uma partida de xadrez
e foi isso que ela fez:
pousou no meu tabuleiro
como se fosse num jasmineiro
achando mesmo muito crível
ser aquilo sua flor compatível
e abrindo um sorriso brilhante
beijou e beijou a flor gigante...
Avistei certa vez
uma borboleta xadrez
subindo e descendo no ar
igual bandeira a voar
feliz como na vitória
com toda pompa e glória.
Ainda se bem me lembro
eu jogava em setembro
uma partida de xadrez
e foi isso que ela fez:
pousou no meu tabuleiro
como se fosse num jasmineiro
achando mesmo muito crível
ser aquilo sua flor compatível
e abrindo um sorriso brilhante
beijou e beijou a flor gigante...
Assinar:
Postagens (Atom)