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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Folhas secas


Quando com o vento
as folhas secas
correm sobre o calçamento
não sei se elas cantam
ou resmungam um lamento.
Queria mesmo sabê-las
trocar entendimentos...

Mas deste plano
até mesmo dos humanos
muito pouco conheço
que dirá dessas folhas
que viveram no ar
com o espaço a lhes embalar
e receberam seivas do chão
com idade de mais de milhão
de experimentação?!

Ainda preciso frequentar
muitas escolas da vida
para poder conversar
com uma folha caída...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Simples assim / por O.Heinze

Eis que em certo dia
sopra um vento de poesia
voam folhas, borboletas
saltam rolhas, correm letras
tudo é apenas alegria.

Formam sonhos, planam pipas
corpos soltos dançam fitas
fantasias também vão soltas
e as nuvens já são outras
a paixão e a vida agita.

Eis que certa feita
a natureza se enfeita
e tudo, tudo fica amor
e seja lá quem for
nessa coisa se deleita.

E o homem mais sem esperança
volta a ser a doce criança
o chão se enche de flores
o céu se cobre de cores
dos ouros da nova bonança.

Então me redescubro gente
também te encontro todo contente
cantamos com muita euforia
desejando que a doce poesia
volte sempre, volte sempre...

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Saudade dos Cantares - música de O.Heinze







Saudade dos cantares

Letra e Música de O.Heinze


Saudade do mar doce e o cantar das brancas ondas;

do céu de ar salgado e o cantar das tantas aves;

da paz nas grandes pedras e o cantar e frescor do vento;

do abraçar puro do sol e o cantar dos coqueirais.


Saudade vai saudade buscar a felicidade.

Mas onde de verdade? Tudo isso é só vontade.

A praia transformou, não tem mais àquela idade,

e os cantos, quem cantou, vivem só nessa saudade.


Saudade da bela praia e o cantar da livre moça;

do barco perto e lento e o cantar do pescador;

da areia morna e fofa e o cantar do coração;

do tempo sem ter pressa e o cantar da alma aberta.


Saudade vai saudade buscar a felicidade.

Mas onde de verdade? Tudo isso é só vontade.

A praia transformou, não tem mais àquela idade,

e os cantos, quem cantou, vivem só nessa saudade.




quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A ilha urbana / por O.Heinze

Moro numa ilha
de dias costumeiros.
Em derredor fronteiras
que estipulei e não passo.
Medo de ir além
como se houvesse água
profunda e de ninguém
que trariam mais mágoa.
Penso em fabricar
meu barco voador
e feito lençóis no varal
inflar velas de coragem
fazer o casco da cara de pau
gritar qualquer bobagem

A TODO PANO!

ALÇAR A ÂNCORA DA DÓ!!!

Seguir sem piedade
soltando os nós.
Abraçar a liberdade
e partir valente
acendendo os canhões
contra qualquer censura
ou norma delinquente
subindo a bandeira da paz
que todos temem demais
e ir ofegante de bravura
conhecer um lugar novo
cheio de santa loucura
sem ser náufrago do povo...

sábado, 21 de dezembro de 2013

Se eu visse Deus...











fotografia: O.Heinze








Se eu visse Deus... / por O.Heinze

Num dia igual a outros
Deus ergueu o sol ardente
para sobre o horizonte noturno
trocando a noite pela alvorada;
desligou a bateria dos pirilampos;
retirou as serrinhas dos grilos
e pôs a vida noturna em estado de sono.
Deu corda prolongada
em cada um dos milhares
de pássaros e aves diurnos;
ligou o ventilador de brisa;
salpicou o azul do céu
com algodões-doces voadores;
borrifou aqui e ali
um tanto de seu desodorante;
adubou com amor
cada metro quadrado de flora;
trocou as pilhas de instinto
do menor até o maior ser da fauna;
inspirou cada ser humano
para que não morresse por conta da vida.
Depois se sentou num banco
do grande Parque Universal
e ficou a observar calmamente
o que o destino reservava para aqui.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Que as mãos voltem a colher flores / por O.Heinze

Que as mãos voltem a colher flores;
Acariciar a face alheia com amor;
Erguer no ar um novo anjo que nasce;
Colher a água doce do riacho puro;
Sentir as batidas de um coração apaixonado;
Salvar a vida desacreditada;
Escrever a paz mundo afora;
Secar a lágrima sonhadora;
Fazer o pão que dá continuidade ao ser;
Apontar o lado do bem;
Ajudar ao desvalido;
Puxar um amigo para o abraço;
Abençoar um quinhão de terra;
Honrar os que nunca mais tocaremos;
Abrir a janela e recomeçar;
Fazer valer a pena possui-las...





sábado, 30 de novembro de 2013







Foto: O.Heinze
Passarinho Cambacica em meu quintal.











Ah se essas gentes um dia / por O.Heinze

Ainda nem clareou o dia
e os pássaros cantam livremente 
a mais doce das sinfonias
tomando todos ambientes.

Pensei que cantavam contentes
para alegrar meu coração
mas não, são suas pretendentes
quem merecem a bela canção.

Eles nem sabem da alegria
que provocam também nas gentes
ah se essas gentes um dia
cantassem assim simplesmente

fazendo cada passarinho
achar que o canto humano
é para ele e seu ninho
amor para mais de mil anos.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Sétimo lado do dado / por O.Heinze

Deixem as libélulas
desfazerem a paz do lago
surgirem das poções do mago
mais valiosas que cédulas.

Rasguem vosso dinheiro santo
antes que as moedas pobres
não realizem mais os nobres
desejos na fonte do encanto.

Sinta! Teu coração ainda ri
o ar trás muita poesia
existe o ciclo noite e dia
a flor boba perpetua, flori...

O amanhã poderá não vir...
Veja, o hoje te acena!
Você nem viu, pena!
O anteontem poderá desistir.

Ah esse sonho, que sonho frio
que vives enquanto acordado...
Tente outro lado do dado
deste mundo quadrado, vazio...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Por um tempo sem tempo


















Por um tempo sem tempo / por O.Heinze

O perfume da tua pele
é meu destino onde pouso
trato-lhe igual flor delicada
é lentamente que ouso
fazer-te toda tocada
pétala a pétala molhada
de suor, de beijos e louco
afasto-me uns segundos por nada
talvez para pouco a pouco
tornar-te mais perfumada
em teus sussurros roucos.
E por um tempo sem tempo
esquecemos de nós, de tudo
e o veloz parece lento
o gritado é apenas mudo.
Encontro-me todo lá em ti
sinto-te achada em mim
eis tornas-te livre colibri
e eu todo teu jardim


sábado, 9 de novembro de 2013

Diga Sim - Música de O.Heinze




Um amor proibido em que os amantes sonham em poder ter um lugar apenas deles para amar livremente.
Ofereço essa canção para minha querida Jo.
Também a dedico a você que já viveu, vive ou viverá um amor complicado,
mas por isso mesmo grande, forte e único.
(desculpem a baixa qualidade do vídeo)

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Diga sim
(letra)


Deve haver algum lugar
em que eu possa te encontrar
em que eu possa te amar
e também me encontrar...

Deve haver algum lugar
que você vai me encontrar
que você vai me amar
e também se encontrar...

Deve haver um lugar de paz.
Deve haver um lugar ao sol
num beijar de não ter mais fim...
num olhar que só diga sim...

Diga sim, o, o, o, diga, diga sim...

Diga sim... Diga sim, o, o, o,
diga, diga sim...


Letra e música de O.Heinze

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

SP Halloween / por O.Heinze

Na tarde de horas cinco
vou pelo Viaduto do Chá
cabelo comprido, brinco
jeans, tênis, patuá.

Chego a Rua Direita.
mas que não é certa.
Tanta gente, êita!
Atoas ou espertas.

Vou às vezes com eu
e outras tantas sem mim
olha, benzadeus...
aqui parece halloween.

Há bruxa, saci
semáforo pirilampo
coisas que jamais vi
boca-de-lobo sem tampo.

Lobisomem morador de rua
vampiro no sol engravatado
fada sem asas quase nua
duende engraxate engraçado.

Ser de olhos vermelhos
corcunda e anão
velho xingando fedelho
sombra e assombração.

Eu também sou esquisito
só eu noto as abóboras
uma fumando um pito
outra cansada de cócoras.

Viajam sobre vassouras
mas ninguém as nota ali
uma é morena, outra loura
ambas trabalham, garis...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Fruto temporão / por O.Heinze

Eu sou
fruto temporão.
Único, atraente,
puro milagre
na árvore da vida.
Mas por ser assim
maduro, pronto,
entregue ao dia
e em nada proibido,
nunca sou colhido,
pois sou estranhável,
diferente!
Fico então esquecido
até o tempo
me receber caído
em outra vida,
onde já livre,
não serei fruto
e sim semente,
de outra gente.
E aqui será luto...