Montei essa nau nos anos 70 e até hoje a conservo com carinho.
É uma das lembranças de minha adolescência.
Sempre fui apaixonado por caravelas e galeões e
acho que se existiram outras vidas para mim
com certeza devo ter vivido um tanto no mar,
pois adoro ao mar também, assim como as gaivotas.
Aqui você encontra quase toda minha vida que é a própria ARTE. Sou poeta escritor / artista plástico / músico violonista / compositor / cantor / marceneiro / adoro fotografar / Fã da natureza (ambientalista). Ajudem-me a fazer um mundo melhor...
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quinta-feira, 15 de março de 2012
O.Heinze e o H.M.S Victory
sexta-feira, 9 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Amo-te / por O.Heinze
Hoje tenho a dizer
amo-te.
Amo-te sim!
Amo-te assim
como me vier.
Amo-te sem fim!
Seja onde for
na hora do teu frio
no teu maior calor.
Amo-te por fora
amo-te por dentro.
Mas amo-te com demora.
Infinitamente!
A tua carne, teu espírito,
tua mente.
Amo você, amo a mim.
Amo-te dessa maneira
porque você sou eu fora.
E amo a mim porque
você sou eu dentro.
E quando percebo
que somos somente um
amo-te plenamente
pois quero viver.
E assim sinto além
de você e de mim.
Amo também outrem
daqui ou do confim.
Amo-te você jaz além
amo até um Ser capim.
Amo você também
que não gosta de mim.
Pois só vive quem ama.
Quem não ama, morre.
Sobrevive à parte
da grande fonte amor...
Hoje tenho a dizer
amo-te.
Amo-te sim!
Amo-te assim
como me vier.
Amo-te sem fim!
Seja onde for
na hora do teu frio
no teu maior calor.
Amo-te por fora
amo-te por dentro.
Mas amo-te com demora.
Infinitamente!
A tua carne, teu espírito,
tua mente.
Amo você, amo a mim.
Amo-te dessa maneira
porque você sou eu fora.
E amo a mim porque
você sou eu dentro.
E quando percebo
que somos somente um
amo-te plenamente
pois quero viver.
E assim sinto além
de você e de mim.
Amo também outrem
daqui ou do confim.
Amo-te você jaz além
amo até um Ser capim.
Amo você também
que não gosta de mim.
Pois só vive quem ama.
Quem não ama, morre.
Sobrevive à parte
da grande fonte amor...
quinta-feira, 1 de março de 2012
Música Fábula Cantada / de e por O.Heinze
Fábula Cantada
(letra e música de O.Heinze)
Fui a pé até um ponto de aluguel
e aluguei um alazão alado
me mandei pras bandas do outro lado
onde as coisas são livres de si.
No vale das cores o realejo das flores
sorteou que meu amor virá me resgatar;
na nuvem da maior paz o anjo da luz lilás
passou qual é a senha das portas sem problemas.
Ao regressar o cavalo cansou
parando para repousar na lua
e de lá olhei a minha rua
notando o quanto ela estava triste.
Pedi ao dragão da lua que enviasse à minha rua
energias de grande festa, gente feliz a beça;
e que os foliões levassem apitos e balões
e os doces palhaços flores e abraços.
Nesse meio tempo o cavalo acordou
e respeitosamente perguntou
se o senhor dragão poderia conceder
também alguns pedidos para ele.
Pois também queria fazer festa, ir na rua ouvir seresta,
brincar com as crianças, participar das danças;
ver fogos de artifícios, circenses nos exercícios,
confetes e serpentinas, mágicos e bailarinas.
Então o dragão realizou todos pedidos
e a rua virou um palco colorido;
e é isso que por ora tenho pra contar
desse dia em que eu vivi no meu sonhar...
lá lá lá lá lá lá lá...
(letra e música de O.Heinze)
Fui a pé até um ponto de aluguel
e aluguei um alazão alado
me mandei pras bandas do outro lado
onde as coisas são livres de si.
No vale das cores o realejo das flores
sorteou que meu amor virá me resgatar;
na nuvem da maior paz o anjo da luz lilás
passou qual é a senha das portas sem problemas.
Ao regressar o cavalo cansou
parando para repousar na lua
e de lá olhei a minha rua
notando o quanto ela estava triste.
Pedi ao dragão da lua que enviasse à minha rua
energias de grande festa, gente feliz a beça;
e que os foliões levassem apitos e balões
e os doces palhaços flores e abraços.
Nesse meio tempo o cavalo acordou
e respeitosamente perguntou
se o senhor dragão poderia conceder
também alguns pedidos para ele.
Pois também queria fazer festa, ir na rua ouvir seresta,
brincar com as crianças, participar das danças;
ver fogos de artifícios, circenses nos exercícios,
confetes e serpentinas, mágicos e bailarinas.
Então o dragão realizou todos pedidos
e a rua virou um palco colorido;
e é isso que por ora tenho pra contar
desse dia em que eu vivi no meu sonhar...
lá lá lá lá lá lá lá...
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Para vivos e mortos / por O.Heinze
Ecoa o canto do galo
ainda há vida na cidade.
Manhãzinha de domingo. Carnaval.
Ecoam os sinos da igreja
ainda há fé nas coisas santas.
Ao longe um cão ladra e ecoa.
Passarinhos trocam conversas.
Deve haver muitos foliões morridos
de sono, caídos em seus leitos.
Outros em bancos, alguns nas calçadas.
O sol aponta para vivos e mortos.
Vento e vozes inexistem.
Tudo largou mão de viver, menos eu,
o galo, o cão, os pássaros e o sol.
Pois os que vão orar pedem por vida
e os foliões querem morrer ainda mais...
Ecoa o canto do galo
ainda há vida na cidade.
Manhãzinha de domingo. Carnaval.
Ecoam os sinos da igreja
ainda há fé nas coisas santas.
Ao longe um cão ladra e ecoa.
Passarinhos trocam conversas.
Deve haver muitos foliões morridos
de sono, caídos em seus leitos.
Outros em bancos, alguns nas calçadas.
O sol aponta para vivos e mortos.
Vento e vozes inexistem.
Tudo largou mão de viver, menos eu,
o galo, o cão, os pássaros e o sol.
Pois os que vão orar pedem por vida
e os foliões querem morrer ainda mais...
Quase cactos / por O.Heinze
Há quem relute
do convívio social
mantendo-se defensivo
no externo do corpo
igual a cactos espinhosos.
Não acreditam mais
na possibilidade do amor
e seus espinhos fiéis
doem apenas para dentro
pois não é a ponta que fere
mas as raízes mortais.
Se ao menos fossem cactos legítimos
expurgariam as mais lindas flores
porque a beleza vive na alma
e a alma vive de amores...
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Yes, nós temos bananas / por O.Heinze
...E na verdade eu nem era eu.
Era o que queria a sociedade.
No dia em que fui eu de verdade
minha mãe disse: -Que foi, enlouqueceu?!
Antigamente eram os soldadinhos de chumbo
e hoje são os imitadores dos imitadores.
Talvez bonecos de ventríloquos?
Inveja dos bastidores?
Pencas e mais pencas de bananas?
Fujam desses programas!
Desprogramar é urgente!
Pois na natureza natural
até bananas são diferentes...
...E na verdade eu nem era eu.
Era o que queria a sociedade.
No dia em que fui eu de verdade
minha mãe disse: -Que foi, enlouqueceu?!
Antigamente eram os soldadinhos de chumbo
e hoje são os imitadores dos imitadores.
Talvez bonecos de ventríloquos?
Inveja dos bastidores?
Pencas e mais pencas de bananas?
Fujam desses programas!
Desprogramar é urgente!
Pois na natureza natural
até bananas são diferentes...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Chapéu-de-sol / por O.Heinze
(Árvore Terminalia catappa)
Entregue me vou
na complacência doce
que um aroma ímpar
me carrega todo.
Mais na lembrança
que propriamente aqui
pois me sinto lá à beira-mar
enquanto meu corpo distraído
passeia na cidade abafada
à dezenas de quilómetros da praia.
De onde proviria afinal
esse perfume do chapéu-de-sol
se não o vejo perto ou longe
dentro desta paisagem cinzenta?
Teria vindo de bem distante
carregada pela tarde de verão
ou escapado de meu coração
do tanto que guardo carinhosamente
desde a infância de molecagens?
Quando subia no chapéu-de-sol
e feito bicho solto e alegre
brincava dependurando até cansar.
Depois descia e ficava na sua sombra
recostado no tronco, silencioso
ouvindo o cantar de suas folhas
até que adormecia mansamente
guardando sua essência nos meus sonhos...
(Árvore Terminalia catappa)
Entregue me vou
na complacência doce
que um aroma ímpar
me carrega todo.
Mais na lembrança
que propriamente aqui
pois me sinto lá à beira-mar
enquanto meu corpo distraído
passeia na cidade abafada
à dezenas de quilómetros da praia.
De onde proviria afinal
esse perfume do chapéu-de-sol
se não o vejo perto ou longe
dentro desta paisagem cinzenta?
Teria vindo de bem distante
carregada pela tarde de verão
ou escapado de meu coração
do tanto que guardo carinhosamente
desde a infância de molecagens?
Quando subia no chapéu-de-sol
e feito bicho solto e alegre
brincava dependurando até cansar.
Depois descia e ficava na sua sombra
recostado no tronco, silencioso
ouvindo o cantar de suas folhas
até que adormecia mansamente
guardando sua essência nos meus sonhos...
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