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domingo, 15 de julho de 2012

Entre a terceira e a quarta dimensões / por O.Heinze

No alto de uma montanha intocável
que somente por pensamento se pode ir
ovelhas e nuvens brancas andam juntas
ora parecendo voar, ora parecendo no chão.
Numa lousa azul feita de puro céu
a paz é escrita por borboletas
e flores sempre-vivas jamais adormecem
sobre o esmeraldino tapete de relva.
O ar é o alimento dos que aqui existem
tempo é algo que não se conta
e campainha nem há, mas toca
a campainha toca pela segunda vez
fazendo-me descer da montanha alta
para minha sala a quase nível do mar.
Abro a porta e alguém muito sorridente
quer me vender coisas pesadas
dessas que se usam nas grandes cidades
igual a que vejo por detrás do vendedor.
Agradeço, fecho a porta e me sento
entre a terceira e a quarta dimensões
tentando lembrar que dia é hoje mesmo?!

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