A melhor coisa do mundo / por O.Heinze
Gostaria de encontrar
certos seres e coisas fabulosas.
Tipo: o Saci-pererê
que até poderia ser com duas pernas;
ou a tal Mula-sem-cabeça
que seria bem vinda com cabeça mesmo;
ou ainda um disco voador
que serviria o feito de vinil.
Desde que a inocência voltasse logo
trazendo as crendices, fábulas,
contos e outras histórias fantásticas.
Não haveria mal afinal que:
a fada nem tivesse mais a varinha;
o herói não fosse superpoderoso;
a bruxa voasse de avião ou helicóptero;
o gênio não morasse mais na lâmpada;
a sereia cantasse sobre duas pernas;
o Grilo não falasse ou dançasse;
o boneco de pau nunca virasse criança...
Mas por favor...
Chega de estrelas decadentes;
porcos bem vestidos em mansões;
Cinderelas e Rapunzels bombadas;
palhaços vestindo ternos finos;
vilões transparecendo bondade;
animais escravizados por prêmios;
crianças trabalhando pela fama;
famosos enjaulados por dinheiro;
e tudo o mais que inventam
para que um mundo sem graça
pareça a melhor coisa do mundo...
Aqui você encontra quase toda minha vida que é a própria ARTE. Sou poeta escritor / artista plástico / músico violonista / compositor / cantor / marceneiro / adoro fotografar / Fã da natureza (ambientalista). Ajudem-me a fazer um mundo melhor...
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domingo, 8 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Criança eterna / por O.Heinze
Esta criança que vês
brilhando nos meus olhos
ainda é tenra e verdadeira.
Guardo-a aqui no meu coração
desde o instante em que nasci.
E aí ficará vivendo
fazendo minha antiga alma
o tempo todo juvenescendo;
lembrando que a vida é eterna
nasce nova depois que hiberna.
O que envelhece é a falsa ideia
de que a vida é passageira...
Esta criança que vês
brilhando nos meus olhos
ainda é tenra e verdadeira.
Guardo-a aqui no meu coração
desde o instante em que nasci.
E aí ficará vivendo
fazendo minha antiga alma
o tempo todo juvenescendo;
lembrando que a vida é eterna
nasce nova depois que hiberna.
O que envelhece é a falsa ideia
de que a vida é passageira...
domingo, 25 de dezembro de 2011
É Natal / por O.Heinze
Pessoas se reúnem ou não
confraternizando.
Cada qual achando que sua alegria
é sentida pelas demais
ou a tristeza também.
Mas não, com certeza!
Cada ser sente unicamente,
numa contemplação íntima
a soma de mais um ano.
E algo fala ao coração
à alma, algo nos fala...
Mas não entendemos o dialeto
que na forma de emoção grita
para logo em seguida calar fundo.
E fora de nós músicas entoam,
fogos explodem, burburinho,
estando nós em festa ou não.
Mais uma vez é Natal.
E enquanto tanto acontece
parece que algo nos falta.
Parece que nossa alma velha
sente um quê de criança órfão.
Pois hoje é Natal... É Natal...
Que o presente nos seja o Amor...
Pessoas se reúnem ou não
confraternizando.
Cada qual achando que sua alegria
é sentida pelas demais
ou a tristeza também.
Mas não, com certeza!
Cada ser sente unicamente,
numa contemplação íntima
a soma de mais um ano.
E algo fala ao coração
à alma, algo nos fala...
Mas não entendemos o dialeto
que na forma de emoção grita
para logo em seguida calar fundo.
E fora de nós músicas entoam,
fogos explodem, burburinho,
estando nós em festa ou não.
Mais uma vez é Natal.
E enquanto tanto acontece
parece que algo nos falta.
Parece que nossa alma velha
sente um quê de criança órfão.
Pois hoje é Natal... É Natal...
Que o presente nos seja o Amor...
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
Pedido de Natal / por O.Heinze
Gostaria neste Natal
de ganhar uma moradia.
De preferência numa ilha,
deserta e nos confins...
E quando estivesse por lá
eu poderia viver assim...
Daquilo que bem entendesse...
Usaria como moda: o nu;
como condução: uma jangada;
como programação: a paisagem
como dinheiro: o ouro do sol,
a prata da lua
e os brilhantes das estrelas...
A música seria ambiente;
a mansão de pau-a-pique;
a água de coco;
o palmito sem conserva;
a chuva sem acidez;
o céu sem barulho;
e para companhia: um amigo sumido,
que eu não dava atenção a tempos...
Eu mesmo!
E aí finalmente
sentiria o Espírito de Natal,
pois teria o melhor presente:
Eu, verdadeiramente...
Gostaria neste Natal
de ganhar uma moradia.
De preferência numa ilha,
deserta e nos confins...
E quando estivesse por lá
eu poderia viver assim...
Daquilo que bem entendesse...
Usaria como moda: o nu;
como condução: uma jangada;
como programação: a paisagem
como dinheiro: o ouro do sol,
a prata da lua
e os brilhantes das estrelas...
A música seria ambiente;
a mansão de pau-a-pique;
a água de coco;
o palmito sem conserva;
a chuva sem acidez;
o céu sem barulho;
e para companhia: um amigo sumido,
que eu não dava atenção a tempos...
Eu mesmo!
E aí finalmente
sentiria o Espírito de Natal,
pois teria o melhor presente:
Eu, verdadeiramente...
sábado, 26 de novembro de 2011
Encontros no espelho / por O.Heinze
Toda vez que olho no espelho
alguém dentro dele está a minha espera
alguém muito parecido comigo
mas que não conheço profundamente.
E ele também me olha fundo
tentando enxergar-me por dentro
ou além do que me há por fora.
Sempre é deste jeito
quando nos deparamos no espelho.
Às vezes falamos juntos ao mesmo tempo
e quebramos a solidão entre nós.
De certa forma nos damos bem.
Rimos e choramos das mesmas coisas
mas percebo que nunca nos mostramos inteiros
algo falta saber, sentimos que há mais...
Como se as lembranças houvessem apagado.
Pensei até em quebrar o espelho certa vez
para tentar ficar somente comigo
mas notei que seria inútil, ele sempre volta
seja lá no espelho que eu me olhar...
Penso que se ele não mais surgisse
no espelho da parede, ou da água
ou ainda das vitrines ou vidraças pelo mundo
quem sabe não o encontraria mais
na importância lá dentro de mim...
Toda vez que olho no espelho
alguém dentro dele está a minha espera
alguém muito parecido comigo
mas que não conheço profundamente.
E ele também me olha fundo
tentando enxergar-me por dentro
ou além do que me há por fora.
Sempre é deste jeito
quando nos deparamos no espelho.
Às vezes falamos juntos ao mesmo tempo
e quebramos a solidão entre nós.
De certa forma nos damos bem.
Rimos e choramos das mesmas coisas
mas percebo que nunca nos mostramos inteiros
algo falta saber, sentimos que há mais...
Como se as lembranças houvessem apagado.
Pensei até em quebrar o espelho certa vez
para tentar ficar somente comigo
mas notei que seria inútil, ele sempre volta
seja lá no espelho que eu me olhar...
Penso que se ele não mais surgisse
no espelho da parede, ou da água
ou ainda das vitrines ou vidraças pelo mundo
quem sabe não o encontraria mais
na importância lá dentro de mim...
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Loja Brasil / por O.Heinze
Existe toda cor de gente
expostas na loja Brasil.
Cada cor com seu valor
segundo avaliação própria
ou de pessoas do ramo.
Umas são consideradas caríssimas;
outras valem dentro da normalidade;
e há até classes menosprezadas.
Conheci uma pessoa simples
da qual guardo ótima lembrança.
Sua melanina tinha cor de açúcar,
não do açúcar refinado, branco,
açúcar mascavo, escuro.
O que mais recordo nela
é o branco do globo ocular
e os fortes dentes sorridentes,
parecidos com torrões de açúcar.
Éramos do mesmo colégio
e vivíamos fazendo esporte e música.
Eu às vezes doce, às vezes salgado,
mas ela... Sempre doce mascavo...
(Comemorando a Consciência Negra)
Existe toda cor de gente
expostas na loja Brasil.
Cada cor com seu valor
segundo avaliação própria
ou de pessoas do ramo.
Umas são consideradas caríssimas;
outras valem dentro da normalidade;
e há até classes menosprezadas.
Conheci uma pessoa simples
da qual guardo ótima lembrança.
Sua melanina tinha cor de açúcar,
não do açúcar refinado, branco,
açúcar mascavo, escuro.
O que mais recordo nela
é o branco do globo ocular
e os fortes dentes sorridentes,
parecidos com torrões de açúcar.
Éramos do mesmo colégio
e vivíamos fazendo esporte e música.
Eu às vezes doce, às vezes salgado,
mas ela... Sempre doce mascavo...
(Comemorando a Consciência Negra)
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