Se / por O.Heinze
Se as flores
me emprestassem perfume
as mariposas
o encantamento na luz
o vento
a direção natural
eu encontraria tua magia
mas e para entrar nela?
Como abrir uma tua janela?
Como ter o poder
de colocar a tua
e a minha poesia
numa única poção?
Fazer meu coração teu
e meu teu coração?
Se um anjo me soprasse
eu saberia
se um rio me cantasse
eu saberia
se teus olhos me guardassem
eu saberia...
No próximo sol
nasça também em mim...
Na próxima lua
durma também em mim...
No próximo sonho, sonhe!
Se sonhares comigo
não me acorde
deixa eu ficar...
e nem feches mais
tua janela de amar...
Aqui você encontra quase toda minha vida que é a própria ARTE. Sou poeta escritor / artista plástico / músico violonista / compositor / cantor / marceneiro / adoro fotografar / Fã da natureza (ambientalista). Ajudem-me a fazer um mundo melhor...
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Meu coração... não sei porque... / por O.Heinze
Meu coração de amor
já sonhou muito sonho
do mais puro colorido
mas que com o tempo
em não realizando
perdeu o sentido, o vivo
até descolorir sem dó
chegando no preto e branco
no cinza pretérito
e desencantando, morrer...
Assim, igual colibri
que precisa se colorir
da magia das flores
para se abastecer de vida
também eu busco uma flor
que me faça voar alto
dentro de um sonho de cores
essas cores impossíveis aos olhos
e tão sublimes no coração...
Meu coração de amor
já sonhou muito sonho
do mais puro colorido
mas que com o tempo
em não realizando
perdeu o sentido, o vivo
até descolorir sem dó
chegando no preto e branco
no cinza pretérito
e desencantando, morrer...
Assim, igual colibri
que precisa se colorir
da magia das flores
para se abastecer de vida
também eu busco uma flor
que me faça voar alto
dentro de um sonho de cores
essas cores impossíveis aos olhos
e tão sublimes no coração...
Regador de jardim / por O.Heinze
Todos teus momentos
contém flores.
Repara:
nos nascimentos
casamentos
aniversários
nos poemas, diários
nos sonhos acordados
nos sonhos dormindo
nas eternas lembranças
das valsas, cirandas
dos parques, varandas
e ainda as voando
nos passeios da alma
ou fantasias da calma...
Feliz de ti e muito
por regares volta e meia
essas flores floridas
do jardim tua vida...
Todos teus momentos
contém flores.
Repara:
nos nascimentos
casamentos
aniversários
nos poemas, diários
nos sonhos acordados
nos sonhos dormindo
nas eternas lembranças
das valsas, cirandas
dos parques, varandas
e ainda as voando
nos passeios da alma
ou fantasias da calma...
Feliz de ti e muito
por regares volta e meia
essas flores floridas
do jardim tua vida...
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Rua santa / por O.Heinze
Minha vida
são pingos pretos
em cubos brancos
que rolam felizes
ao lado de matizes
verde, amarelo
azul, vermelho
no Om do espelho.
No tabuleiro
durante o ludo
se joga paz
tanto, que iludo
adormeço, mas...
Sonho com coisas
mágicas tais
que ao despertar
não lembro mais.
Aí crio coragem
chamo meu cavalo-de-pau
fiel, no quintal
e saio na rua de terra
numa santa guerra
caçando siriris
peões coloridos
bolas de vidros
e restos do sonho...
Minha vida
são pingos pretos
em cubos brancos
que rolam felizes
ao lado de matizes
verde, amarelo
azul, vermelho
no Om do espelho.
No tabuleiro
durante o ludo
se joga paz
tanto, que iludo
adormeço, mas...
Sonho com coisas
mágicas tais
que ao despertar
não lembro mais.
Aí crio coragem
chamo meu cavalo-de-pau
fiel, no quintal
e saio na rua de terra
numa santa guerra
caçando siriris
peões coloridos
bolas de vidros
e restos do sonho...
sábado, 28 de março de 2009
Varal do verão / por O.Heinze
Quando a brisa fresca
for empurrando o verão
para outras bandas
dependurarei no varal
da minha mente
lembranças ensolaradas
cheias de cores
e aromas adocicados
e lá elas ficarão
a balançar num aceno
durante mais ou menos
duzentos e setenta dias
num misto de saudade
e de esperança do calor.
E como fundo do varal
a paisagem correrá
ora paixão, ora vazia
passando o filme cotidiano
da minha vida
até o verão regressar
da sua longa viagem...
Quando a brisa fresca
for empurrando o verão
para outras bandas
dependurarei no varal
da minha mente
lembranças ensolaradas
cheias de cores
e aromas adocicados
e lá elas ficarão
a balançar num aceno
durante mais ou menos
duzentos e setenta dias
num misto de saudade
e de esperança do calor.
E como fundo do varal
a paisagem correrá
ora paixão, ora vazia
passando o filme cotidiano
da minha vida
até o verão regressar
da sua longa viagem...
quarta-feira, 11 de março de 2009
Mulher Fada / por O.Heinze
Vivo procurando tua imagem
a tua verdadeira
pois minha imaginação é nada
tentando te idealizar...
Vou, te busco nas flores
te chamando em eco...
mas não tenho resposta
talvez por não te chamares Fada.
Busco então tua alma
noutra dimensão
e te acho pela energia
te sentindo inteira:
todo perfume
toda cor e lume
todo encantamento
forte envolvimento
mas a forma do corpo
minha visão tenta, tenta
Ah a forma do corpo
segue atrás desta venda...
Vivo procurando tua imagem
a tua verdadeira
pois minha imaginação é nada
tentando te idealizar...
Vou, te busco nas flores
te chamando em eco...
mas não tenho resposta
talvez por não te chamares Fada.
Busco então tua alma
noutra dimensão
e te acho pela energia
te sentindo inteira:
todo perfume
toda cor e lume
todo encantamento
forte envolvimento
mas a forma do corpo
minha visão tenta, tenta
Ah a forma do corpo
segue atrás desta venda...
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Chovia na sexta treze / por O.Heinze
Ah como chovia
seguidamente
enxaguando o dia
a alma, a mente...
Tão triste chovia
que na janela
da chuva escorria
o choro dela...
Minha atenção
passou a vidraça
e viu toda ação
que havia na praça...
Sob capas, num penar
pombos sem esperança
encharcados a pensar
talvez em bonança...
Abri as folhas transparentes
para ouvir a sinfônica
tocada por passos de gente
e nuvens harmônicas...
E conversando na chuva
num linguajar chuvanhol
ouvia-se dos guarda-chuvas
assuntos de dias de sol...
Ah como chovia
seguidamente
enxaguando o dia
a alma, a mente...
Tão triste chovia
que na janela
da chuva escorria
o choro dela...
Minha atenção
passou a vidraça
e viu toda ação
que havia na praça...
Sob capas, num penar
pombos sem esperança
encharcados a pensar
talvez em bonança...
Abri as folhas transparentes
para ouvir a sinfônica
tocada por passos de gente
e nuvens harmônicas...
E conversando na chuva
num linguajar chuvanhol
ouvia-se dos guarda-chuvas
assuntos de dias de sol...
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