por O. Heinze
Sempre antes de eu sair para treinar minha corrida de rua, oro a Deus pedindo que Ele me mantenha em sua Santa Energia e que me inspire a escolher as melhores calçadas, ruas, avenidas e caminhos para meu trajeto. Que eu também perceba os momentos e locais mais seguros para atravessar as ruas, chegando às outras calçadas são e salvo. Que minha saúde esteja sempre forte e minha integridade intacta. Peço ainda para que eu possa encontrar as melhores pessoas e seres da vida por onde eu passar, trocando com elas virtuosismo e amor ao próximo.
Além da rua, eu ainda sigo correndo dentro de um parque municipal repleto de natureza exuberante, com fauna e flora.
Foi justamente aí que eu estava treinando quando, na pista de terra ao redor, alcancei uma moça desconhecida que caminhava com seu cãozinho beagle. Então, disse bom dia para ela e seu cachorrinho, que, de tão manso, passeava solto da guia. Conversamos por um minuto sobre o belo dia de sol, a paz e o silêncio naquela manhã; então, me despedi e voltei a correr em um trecho de meia subida.
Em vinte metros, o cãozinho me alcançou e correu ao meu lado por cerca de dez metros e, de repente, estancou, como se estivesse pressentindo algo à frente. Eu parei também e brinquei com ele, dizendo: "Já cansou, é?!", enquanto lhe acarinhava o dorso. Foi quando, quinze metros adiante, por onde iríamos passar, algo atravessou as folhas da árvore e colidiu contra o chão, fazendo um estrondo forte. Era um galho seco de dois metros de comprimento por doze centímetros de espessura. Ele despencou de um eucalipto com cerca de vinte e cinco metros de altura.
Nisso, ouvi a dona do cachorrinho, que vinha andando mais atrás e viu a cena, me dizendo: ”Nossa, o que foi isso?” E eu lhe respondi: "Provavelmente seu beagle me salvou de um grave acidente". Ela também entendeu dessa forma, pois, se o cãozinho não tivesse parado e tivéssemos continuado correndo, provavelmente o galho teria provocado um dano sério.
Agradeci a ambos, fiz um agrado no anjo salvador de quatro patas e me despedi com o coração repleto de uma sensação inexplicável, tentando entender as maneiras que Deus usa para realizar seus milagres. Voltei a correr, mas dessa vez o cachorrinho não me acompanhou. Logo adiante, retirei do caminho o galho que havia caído e segui na corrida, lembrando do pedido que sempre faço para Deus antes de sair de casa: "Senhor, que eu possa encontrar com as melhores pessoas e seres da vida".
Santo André - SP, Brasil.
20 de Outubro de 2026.
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