Aqui você encontra quase toda minha vida que é a própria ARTE. Sou poeta escritor / artista plástico / músico violonista / compositor / cantor / marceneiro / adoro fotografar / Fã da natureza (ambientalista). Ajudem-me a fazer um mundo melhor...
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Mikenam /por O.Heinze
À frente de mim
uma bela manequim
sem braços
e o reflexo meu
no vidro translucido
entre eu e a boneca.
E quê é mais vivo?
Eu, o manequim ou meu reflexo?
Talvez no eu negativo
e tão desconexo
o mais real e saudável
é meu reflexo impalpável
sobrepondo-se ao manequim
na busca de um sim;
um abraço mesmo que frio
devolvendo todo meu brio...
domingo, 10 de abril de 2011
Éramos apenas
eu invisível na sala
e à minha frente
uma cadeira magra e tubular
outra tubular mais gorda
um guarda-chuva secando
uma janela aberta
com chance de ser olhada.
Havia também uma televisão
desligada e cinza
um aparelho de som sem som
e um relógio pequeno de mesa
fazendo tic-tac, mas sem entretanto
ser gratuito, pois comia uma pilha.
Um teto branco sem moscas
com clarabóia sem sol
uma parede salmão sem água
um chão frio de piso frio
ah... e uma porta escancarada.
Sem dizer uma palavra
uma estante repleta de livros
e bibelôs de todo tipo
telefone sem fio, câmera
computador, porta canetas
capa de óculos, poeira
vaso de flores e ar.
Um sofá me fazia companhia
e o outro me abraçava.
Os quadros da parede
me olhavam curiosos
enquanto a janela me chamava
chamava e chamava
Levantei-me, fui até a tal,
e olhei para além dela o mundo
que continuava igual e igual
o ontem e o amanhã.
sábado, 26 de março de 2011
Foi tão bom
que nem vi o tempo passar.
Bem... É hora de ir.
Voltar para detrás dessas nuvens
brancas e enormes.
Juro que é verdade!
Para além desses algodões imensos
há muito mais que céu azul.
Existe um campo de flores
de todos os tipos possíveis
tanto na tua ciência como em outras
e uma moldura gigantesca e dourada
que após ultrapassada
não mostra mais nada daqui.
Mas é o melhor lugar
pois que se tinge a vida
da qual você sempre buscou...
Fomos longe hoje, não?!
O que não traz um cochilo
sobre uma revista de colorir?!
Santo André, 25/03/2011.
domingo, 20 de março de 2011
Esta pessoa
que me mostro por fora
não sou eu.
É apenas uma capa velha
que suporta inteira
chuva, sol, vento, poeira
e preconceitos e enganos
de outras capas de humanos.
Agora, lá dentro de mim
no mais fundo dos confins
eu cresço e vivo.
E é tão longe onde estou
que me privo
e raramente lá vou.
Acho que é por isto
que eu não me acho.
Acho que é por isto
que uso apenas o capacho
este eu lá fora ateu
que tanto esculacho
pois está longe de ser eu...
domingo, 13 de março de 2011
Coração cristalino / por O.Heinze
Meu ducto
não precisa via
vou alto por mim mesmo
porque estou leve.
Não carrego pedras
atiro apenas sonhos.
Se me respeitam ou não
não sei e nem quero
não uso bola de cristal.
Tenho um coração cristalino
que me faz querer dançar
lá na minha alma
comigo mesmo ou contigo
harmoniosamente e totalmente
fazendo-me tão só viver...
domingo, 6 de março de 2011
Também sou andorinha
ansioso por chuva.
Fico voando baixo
cantarolando feliz
esperando chover
não gotas de água
mas longos beijos
quando você chegar.
Quero um temporal deles
fazendo meu coração
relampear seguidamente
e quase me afogar
nas doces águas
que só dos beijos
nasce em torrentes...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Pois eu mais que afirmo
que o encanto existe.
Somente está perdido
porque foi reprimido.
Hoje as vassouras de bruxas
rastejam com folhas no chão
estão mais do que mortas
servem só para varrição.
Mas elas já voaram alto
com ventos e folhas, livres
entre relâmpagos e dias felizes.
Mesmo os pirilampos estão fugindo
da energia de descrença atual.
Os magos e bruxas que restam
voam de parapente/quedas, delta
balões ou velas esbeltas
e um outro tanto nos sonhos do sono.
A magia continua no ar
quem crer irá encontrar.
Troque a velha carapaça
e reencontre a magia de graça...
Na mão da mulher
voa meia borboleta
aceleradamente
tentando desfazer
o calor interno
que lhe vem imenso.
A outra asa
lhe voa na mente
onde intensamente
ela sonha loucuras
de paixões possíveis
cheias de censuras.
Então a bela dona
fecha a asa de fora
como se fosse sanfona
e também a de dentro
num suspiro de lamento
e deixando de voar
volta pro pesado caminhar...
