Não correndo da chuva
por O.Heinze
Hoje eu fui treinar minha corrida de rua.Imagine esse cenário: 8 da manhã de um domingo, véspera de feriado, vento frio, chuva e temperatura com sensação de 9 graus! Quase levei o guarda-chuva! kkk
Acho que jamais vi a cidade tão vazia.Perguntei para mim mesmo enquanto corria:Para que faixa de pedestre se não há nenhum? Para que semáforo se não passam carros?
Nos dois primeiros quilômetros eu até fiquei um pouco molhado, mas depois a chuva ia e vinha. De companhia tinha as poças de água que eu procurava desviar, e as gotículas de chuva cobrindo as lentes dos meus óculos.
Encontrei uma pessoa! Um morador de rua dormindo envolvido por cobertores na cobertura da entrada do parque.
Já dentro do parque me senti meio que dono daquilo tudo, pois somente eu estava ali. Depois percebi que haviam outros donos: pássaros e aves se divertiram por lá. De mamíferos só eu mesmo. As árvores brincavam de me acertar com gotas grossas saídas de suas folhas encharcadas.
Os insetos não estavam, pois as flores iam abertas e sozinhas. Acredito que eles sabiam que era domingo, dia de ficar dormindo sorrindo. Os peixes deviam estar dormindo, afinal, as duas garças dentro do lago estavam cabisbaixas. As tartarugas, nem sei onde se enfiaram, sumiram todas. Os marrecos e patos estavam na maior festa, dando a impressão que era um dia de casamento, eles voaram e nadaram em grupo e com tamanha alegria, que eu me senti em um dia ensolarado.
Santo André SP Brasil.
06 de setembro de 2026.
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