Fazendo Arte
por O.Heinze
Ajeitei “doze girassóis” recém colhidos,
em uma jarra transparente com água,
sobre uma mesa simples e antiga,
onde as horas escorrem no tempo,
para o passado e para a história,
é “a persistência da memória”.
Lembrei-me daquele jardim eterno,
com todos os tipos de plantas
e uma “ponte sobre uma lagoa
de lírios de água”.
Onde andará a “mulher com sombrinha”,
que encantava as flores, o sol,
e o seu filho na tenra infância,
após um século e meio de existência?
Preferiram ter partido no “navio borboleta”
empurrado pelas asas da imaginação,
ou estariam sentados “no café” em Paris,
sob “a noite estrelada” em espirais no azul?
“O grito” com que os chamei não ecoou,
pois não tive resposta das águas calmas,
só uma “impressão, nascer do sol”
sobre o mar ladeando o porto.
Lembrei de algumas amigas e amigos:
Um em particular apelidado “o pensador”,
estava sempre filosofando; a amiga “pietá”,
pois vivia tendo compaixão por nós;
a “moça com brinco de pérola”, sempre
misteriosa; e também a “mulata/mujer”,
moça simples e honrada.
Um cheiro de pão adentrou minha janela
fazendo eu voltar para uma realidade
que não envelhece, a da “santa ceia”,
reprodução de obra prima, na parede,
onde o Cristo se mantém sempre vivo,
e assim também, os seus apóstolos.
Convidei para vir em casa, conhecidos
nada adeptos ao pão para o lanche,
pois somos “os comedores de batatas”.
Então, pedimos batatas delivery.
Enquanto aguardávamos, eu, “o velho
guitarrista”, tocava, e eles cantavam…
Ao soar da campainha, abrimos a porta,
e surpresos, quase caímos para trás!
A entregadora tinha aparência familiar.
Perguntei: Qual é o seu nome mocinha?
Ela meio que sorrindo disse:
“Monalisa”, senhor!
Santo André SP Brasil
26 de julho de 2026.
As palavras entre aspas, são títulos ou traduções de títulos de obras de pintores e escultores famosos do mundo.
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