por O.Heinze
Uma roseira maravilhosa
criava sua poesia através
de suas inúmeras rosas
em cada ramo umas dez.
Um dia, com muita ousadia
uma pessoa levou dela
um galho com uma poesia
e na floreira da sua janela
o plantou com euforia.
Então a poesia despetalou
sem o amor da mãe roseira
mas o pequeno galho vingou
para alegrar a triste floreira.
Na primeira primavera
a pequena roseira floriu
uma única poesia que era
a mais bela que já se viu.
A pessoa que a plantou
sentiu tamanha alegria
e em suas mãos a tomou
aspirando a doce poesia
da fragrância que formou.
Na segunda primavera
a roseira deu outra flor
com uma poesia quimera
e um aroma de pura dor.
Pois a pessoa da janela
não demonstrava atenção
não falava mais com ela
nem lhe dava a benção.
Na primavera terceira
surgiu um poema sem cor
pois o botão da roseira
não abriu por falta de amor.
Que a vida seja assim:
uma paixão que não pare
um amor que viva sem fim
antes que a morte separe.
Santo André SP Brasil.
20 e 21 de junho de 2026.
Fotos de IA.
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