por O.Heinze
Tão poucas essas pessoas
que sabem existir em si mesmas.
A maioria vive em modo ausente,
sequer estão aqui no presente:
olham e não enxergam;
ouvem, mas não escutam;
copiam e colam, agrupam.
Manipuladas por fios invisíveis
iguais a tentáculos alienígenas,
saídos de telas iluminadas,
ou por bocas dissimuladas.
E novelas se repetem;
ladainhas só mudam de nome;
discursos políticos causam fome;
modismos ressurgem anos depois;
jogos de azar viciam os bois;
Seguem-se uns aos outros,
vivendo o que os outros vivem,
ignorando a própria personalidade
em um circuito fechado, eternizado:
bando de aves sem poder voar;
manada de mamíferos a se matar.
Mentalidades encolhendo…
Humanidade em subjugação;
escravos de um sistema corroendo,
disfarçado de status e salvação;
doença incurável, chaga maligna
de fios invisíveis da teia da perdição.
Santo André SP Brasil. 18/01/2026.
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