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domingo, 9 de outubro de 2011

Itanhaém / foto de O.Heinze 2011


Oh barco / por O.Heinze

Ancorado solitário
na beira do lago
o barco espera por alguém...

Dias e dias se passam.
O barco boiando pacientemente
acariciando a água fria,
ora mansa, ora bravia...

Faz manhã, faz tarde, faz noite.
Faz sol, faz frio, açoite.
E o barco ali amarrado.
Passa longe um vulto penado...

Neste fim de mundo, no silêncio,
chora já o barco por dentro,
enchendo de água o fundo...

Grilos lhe cantam alegrias.
Voam fadas e pousam cotovias,
mas o barco não vê, tampouco ouve,
ele apenas antevê o submerso podre...

Gostaria tanto de lhe soltar...
Mas que jeito? Sou feito ar...
Porque esse barco preso sou eu
a um passo do mar todo meu...

Um comentário:

aikatherine disse...

A la deriva, sí, todo el mundo es sólo un poco a la deriva .. buen tema, tal vez pueda decirnos más .. no sólo uno, por lo que muchos de los ojos vidriosos opinión.